Panorama internacional

União Europeia mergulhará na crise energética se não afrouxar sanções contra Rússia, diz economista

Os países da UE estarão a caminho de outra crise energética se, tal como os EUA, não afrouxarem as sanções ao petróleo russo, mas todas as suas declarações e ações indicam que não tomarão tal decisão, opinou à Sputnik doutor em economia Igbal Guliev.
Sputnik
As autoridades dos EUA estão a tentar fazer baixar os preços do petróleo, que dispararam devido ao ataque dos EUA e de Israel contra o Irão. Na noite de sexta-feira (13), o Tesouro dos EUA autorizou a compra de petróleo russo e derivados carregados em navios em 12 de março. A medida é válida até 11 de abril. O cancelamento das sanções afetará 100 milhões de barris.

"Bruxelas não vê que é tempo para afrouxar, embora, se não o fizerem agora, estarão imersos a grande velocidade em uma nova crise energética da Europa", disse Guliev.

De acordo com o especialista, é improvável que a UE siga os EUA na questão do afrouxamento das sanções.
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"Eles já discutiram a questão e rejeitaram um afrouxamento das sanções contra a Rússia. Eles enfatizam a prioridade da navegação no estreito de Ormuz, ainda falam sobre o teto de preços. É muito engraçado falar sobre isso atualmente. E eles ainda falam sobre a limitação das receitas de Moscou", observou o interlocutor da agência.
A escalada das agressões por parte dos EUA e de Israel no Irã elevou os preços da energia em praticamente todas as partes do mundo e causou interrupções no fornecimento devido à instabilidade no estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica para o comércio global de petróleo.
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