Panorama internacional

Forças Armadas britânicas sofrem declínio devido à falta de financiamento, alerta especialista

Ao longo do último quarto de século, a capacidade de combate do Reino Unido enfraqueceu devido a cortes no orçamento militar, resultando em reduções significativas no tamanho e na capacidade de combate das Forças Armadas britânicas, afirmou um analista para artigo da agência de notícias Bloomberg.
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Segundo ele, um declínio gradual nos gastos com defesa a partir de 1990 significa que o Reino Unido não tem peso significativo em uma "guerra quente". Nos últimos 20 a 30 anos, os indicadores quantitativos das Forças Armadas do Reino Unido caíram para níveis criticamente baixos.

"No final da Guerra Fria, o Exército britânico podia mobilizar cinco divisões. Hoje, consegue mobilizar apenas uma, a partir de um contingente de 70 mil militares, com munição insuficiente para durar alguns dias de combate", ressaltou o especialista.

Ele também abordou a escassez em outros ramos militares do Reino Unido.

"Na época da queda do Muro de Berlim, a Marinha Real podia mobilizar 50 fragatas e contratorpedeiros. Em 2026, apenas uma dúzia de navios de guerra podem ser levados ao mar. O número de esquadrões da Real Força Aérea foi reduzido de 36 para seis", constatou Ivens.

O comentarista político observou que a guerra no Oriente Médio expôs divergências entre os políticos britânicos e o alto comando das Forças Armadas do Reino Unido. Trata-se do descontentamento da cúpula militar com a omissão, a falta de investimento e a hesitação do governo britânico em meio ao conflito com o Irã.
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Enquanto a França mantém o porta-aviões Charles de Gaulle em patrulhamento nas águas orientais do Mediterrâneo e a Grécia enviou seus navios de guerra para o Chipre, o Reino Unido não fez nada para proteger sua base militar em Akrotiri, localizada na ilha.

"Mas nem um único navio da Marinha Real sequer deixou as águas territoriais para proteger a ex-colônia britânica, o que gerou protestos do Alto Comissariado em Londres e certo descontentamento por parte da Jordânia e dos Emirados Árabes Unidos", disse o especialista.

Somente dez dias após o início das hostilidades no Oriente Médio, o contratorpedeiro de mísseis guiados HMS Dragon conseguiu deixar o porto e navegar em direção ao Mediterrâneo.
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O comentarista político citou as palavras do almirante Alan West, ex-chefe do Estado-Maior da Marinha do Reino Unido, que classificou como absurdo o fato de que, dos seis contratorpedeiros britânicos Tipo 45, nenhum estava pronto para ir ao mar com apenas dois dias de antecedência.
Anteriormente, a revista Spectator informou que integrantes do governo britânico estavam cada vez mais insatisfeitos com a atuação do chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Richard Knighton, em meio à escalada no Oriente Médio, considerando-o incompetente.
Segundo a informação divulgada, após o ataque de drones à base aérea britânica em Akrotiri, no Chipre, Knighton se recusou a transferir navios de guerra para proteger a base.
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