Mais cedo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o grupo por obstrução de investigação da Polícia Federal (PF) sobre o Comando Vermelho (CV), no âmbito da investigação sobre o vazamento de informações da Operação Oricalco/Zargun.
De acordo com a denúncia, ainda segundo a PGR, o desembargador decretou a prisão do ex-parlamentar, mas avisou antes para Bacellar, vazando informações sigilosas sobre a Operação Zargun, em setembro passado, que tinha como alvo principal o então deputado TH Joias.
TH Joias, que está preso desde setembro, é acusado de intermediar a compra e venda de armas para o CV. O documento afirma que o vazamento permitiu escapar antes da chegada da polícia, que retirou computadores e mídias de seu gabinete na Alerj, fugindo de sua residência na véspera da operação.
Bacellar está licenciado da Alerj desde 10 de dezembro passado. Ele ficou uma semana preso por suspeita de vazar informações sobra a operação da PF. A medida não altera o comando da Alerj, que segue provisoriamente nas mãos do vice, Guilherme Delaroli (PL).
Em 8 de dezembro, a Alerj formou maioria para derrubar a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do presidente da Casa.
A PF divulgou mensagens entre o desembargador e Rodrigo Bacellar, revelando uma relação de amizade próxima entre os dois, ambos alvos de investigação pela PF.
As mensagens foram citadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que determinou então a prisão do desembargador.