"O Censo Permanente da FEB foi criado em 2020, na pandemia. Essa demanda surgiu entre os pesquisadores e familiares que queriam saber quantos veteranos ainda estavam vivos. De lá para cá, já contabilizamos mais de 100 veteranos. Começamos 2026 com 30 ex-combatentes vivos, mas atualmente temos apenas 27, e a maioria está no estado do Rio de Janeiro", comentou.
"Conversar com um expedicionário é uma experiência riquíssima, e cada entrevistador obtém materiais diferentes. No meu caso, conheci o capitão Souza, que esteve com o Ciber Mendonça, daqui de São Gonçalo, que faleceu antes do ataque a Monte Castello, e eu não havia conhecido alguém que tivesse estado com ele. Nosso trabalho é importante nesse sentido, e vamos seguir até que o último combatente se vá", disse.
Desafios de Castelnuovo e Soprassasso
"A região de Castelnuovo e Soprassasso foi conquistada após um combate extremamente difícil, que na ocasião resultou em muitas baixas. Em Campinas, há um museu que possui um capacete furado por estilhaços usado por um expedicionário brasileiro que faleceu nessa batalha. Literalmente, a FEB sangrou para empreender essa conquista e libertar a população que vivia ali", explicou.
"Infelizmente não o conheci pessoalmente, mas, através dos documentos, é possível ter ideia de como foi sua participação nesse combate", revelou.
Italianos ainda lembram da FEB como libertadores
"Principalmente no norte da Itália, onde a FEB libertou as cidades, há festividades com pessoas cantando até o hino do Brasil e a Canção do Expedicionário. A relação entre nossas tropas e os civis foi intensa, muito pelo nosso jeito caloroso e também pelos pracinhas ítalo-brasileiros. No pós-guerra, inclusive, houve casamentos entre combatentes brasileiros e italianas", concluiu.