Segundo Ghazi, a guerra no Oriente Médio mudará o equilíbrio de poder regional e intensificará a concorrência no campo de armas e tecnologia.
"A escalada de conflitos militares entre os EUA e o Irã pode representar um ponto de virada, capaz de modificar a estrutura de segurança no Oriente Médio", ressaltou.
Segundo o analista, a destruição da infraestrutura militar e de comando, decorrente da agressão norte-americana, pode reduzir significativamente as capacidades operacionais de todos os grupos de países envolvidos no conflito.
Isso poderia levar os países árabes do Golfo a buscar autonomia estratégica e reduzir sua dependência do guarda-chuva de segurança norte-americano para manter a estabilidade da região.
Além disso, essa guerra pode levar ao rápido armamento dos países da região com sistemas avançados de defesa antiaérea, armas hipersônicas e drones ofensivos para proteção contra prováveis ameaças mútuas.
Ao mesmo tempo, o especialista apontou que cenários negativos podem levar a uma onda de migração em massa, à ativação de células terroristas adormecidas e a conflitos étnico-religiosos nas fronteiras do Iraque, da Síria e do Líbano.
Nesse contexto, Ghazi salientou que tudo isso ameaça diretamente a segurança de países vizinhos, como a Turquia e a Jordânia.
Entretanto, o analista concluiu que a ameaça contínua contra o Irã pode transformar os estreitos de Ormuz e de Bab el-Mandeb, responsáveis pela segurança do transporte energético, na causa de uma grave crise global e aumentar os custos para garantir a segurança das rotas marítimas comerciais.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã, e noticiaram a destruição e a morte de civis. Em resposta, o Irã realizou ataques retaliatórios contra o território israelense e contra instalações militares dos EUA na região do Oriente Médio.