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Países árabes não entram na guerra contra Irã porque estabilidade é prioridade para eles, diz analista

© AP Photo / Marinha dos EUA/Information Technician Second Class Ruskin NavalArquivo: o porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower e outros navios de guerra cruzam o estreito de Ormuz em direção ao golfo Pérsico, 26 de novembro de 2023
Arquivo: o porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower e outros navios de guerra cruzam o estreito de Ormuz em direção ao golfo Pérsico, 26 de novembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 16.03.2026
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A razão pela qual os países árabes do Oriente Médio decidiram não participar da guerra dos Estados Unidos contra o Irã é a prioridade dada à prosperidade e à estabilidade de que desfrutam, afirmou em entrevista à Sputnik o cientista político iraquiano Abd Al-Malik Al-Huseini.
Na avaliação do especialista, essas nações também contam com sistemas avançados de inteligência e um alto nível de cooperação em segurança com Estados Unidos, Reino Unido e diversos países da região, inclusive o Irã, em uma série de questões.

"Pode-se dizer também que a situação política e de segurança desses países, bem como a estabilidade e a prosperidade de que desfrutam suas sociedades, são suficientes para dissuadi-los de se envolverem em uma guerra potencialmente prolongada", afirmou Al-Huseini.

Outro fator que afasta os países árabes de um conflito contra Teerã ao lado dos Estados Unidos é a capacidade do Irã de sustentar conflitos prolongados. Além disso, seria arriscado entrar em um confronto direto com o Irã, já que o país conta com uma rede de grupos aliados em toda a região, capazes de lutar em seu nome.
Al-Huseini acrescentou que não é possível afirmar que os países do Golfo tenham baseado sua decisão de não participar da guerra, travada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, em informações de inteligência.
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Por outro lado, o cientista político iemenita Abd As-Satar Ash-Shamiri acredita que as informações de inteligência tenham ajudado os países do Golfo a evitar o envolvimento direto no conflito, mas não foram um fator decisivo.

"Essas informações de inteligência [...] podem ter contribuído para neutralizá-los, evitando sua participação direta na guerra contra o Irã. No entanto, mesmo sem essas informações, há hoje uma convicção absoluta nos países do golfo Pérsico de que não se envolverão em qualquer confronto militar com o Irã ou com qualquer outra nação", declarou Ash-Shamiri à Sputnik.

O especialista ressaltou que os países árabes aprenderam a lição da guerra e testemunharam suas consequências em nações que ainda não se recuperaram totalmente desses conflitos.

"Além disso, os acordos recentes, firmados há dois ou três anos entre esses países e o Irã visando à normalização das relações, tiveram um papel crucial na prevenção de decisões precipitadas e de consequências definitivas", afirmou Ash-Shamiri.

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Os Estados árabes, em especial os países do golfo Pérsico, perceberam que estabelecer relações equilibradas com todas as nações influentes no cenário internacional tornou-se uma prioridade, resumiu o especialista.
A campanha militar dos EUA e Israel contra a República Islâmica do Irã está em sua terceira semana. Durante todo esse período, as partes vêm trocando ataques. Tel Aviv declarou que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Washington, por sua vez, ameaçou destruir o potencial militar do Irã e pediu aos cidadãos iranianos que derrubem o regime. O Irã enfatizou que está pronto para se defender e, até o momento, não vê sentido em retomar as negociações.
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