https://noticiabrasil.net.br/20260310/apagamento-historico-os-monumentos-destruidos-em-guerras-no-oriente-medio--48794130.html
Apagamento histórico: os monumentos destruídos em guerras no Oriente Médio
Apagamento histórico: os monumentos destruídos em guerras no Oriente Médio
Sputnik Brasil
A destruição de monumentos históricos apaga séculos de memória e aprendizados sobre culturas antigas e contemporâneas. A Sputnik Brasil selecionou alguns... 10.03.2026, Sputnik Brasil
2026-03-10T18:26-0300
2026-03-10T18:26-0300
2026-03-10T19:53-0300
panorama internacional
iraque
irã
palmira
unesco
sputnik
daesh
patrimônio mundial
islã
templo de bel
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/03/0a/48793949_0:247:2764:1802_1920x0_80_0_0_3c139befee08a9c92e911c005ac4e6f4.jpg
Na história, diversos monumentos que retrataram povos antigos e conquistas de outrora conseguiram sobreviver ao tempo e ser preservados até hoje. Porém muitos não tiveram o mesmo destino. Das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, por exemplo, apenas uma se manteve.O Farol de Alexandria, no Egito, guiava navios com uma fogueira e era uma das estruturas mais altas do mundo, até ser destruída por terremotos; o Colosso de Rodes, uma estátua de bronze do deus grego Hélios, erguida para comemorar uma vitória militar, também foi vítima de abalos sísmicos; a Grande Pirâmide de Gizé, atual Pirâmide de Quéops, é a única remanescente das sete, mas originalmente era coberta por um calcário branco e supostamente tinha uma ponta de ouro.Além de desastres naturais, monumentos históricos são alvos de ações humanas, por guerras, vandalismo, negligência na preservação ou projetos de urbanização, que acabam levando à sua destruição ou descaracterização ao longo do tempo.Sucessivas guerras no Oriente Médio, como a invasão do Iraque e os recentes ataques ao Irã, destroem parte dessa história. A Sputnik Brasil compilou uma lista de monumentos históricos destruídos por conta de conflitos em diferentes países da região.Palácio de GolestanEm Teerã está o antigo palácio real do Império Cajar, o palácio de Golestan. Conhecido como o Palácio do Jardim das Rosas, esse monumento é um dos mais antigos complexos históricos da capital e foi a antiga residência oficial dos xás da dinastia Cajar.Construído a partir do século XVI d.C. e ampliado ao longo do tempo, o palácio reúne pavilhões, jardins e salões ornamentados que combinam elementos da arquitetura persa tradicional com influências europeias. Atualmente, o complexo é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO e permanece como um dos principais símbolos históricos e culturais do Irã.Um dos espaços mais famosos do complexo é o Salão dos Espelhos, utilizado para recepções oficiais e cerimônias reais. Nesse ambiente, milhares de pequenos fragmentos de espelho formam desenhos geométricos nas paredes e no teto, refletindo a luz e ampliando visualmente o espaço. Essa técnica persa, ayeneh-kari, cria jogos de luz quando iluminados por janelas ou lustres.Infelizmente, o palácio foi danificado durante os primeiros ataques dos EUA e Israel contra o Irã, quando explosões nas proximidades do centro de Teerã provocaram impactos estruturais e estilhaçaram parte das janelas e elementos decorativos. Os danos atingiram especialmente áreas ornamentadas do edifício, onde mosaicos, vitrais e peças de estuque foram afetados pelas ondas de choque.Mosteiro de Santo EliasConsiderado o mosteiro cristão mais antigo do Iraque, o Mosteiro de Santo Elias foi construído no século VI d.C. próximo a Mossul, Iraque, e fazia parte de uma antiga rede de monastérios cristãos na região histórica da Mesopotâmia. O local serviu como um centro espiritual e ponto de peregrinação para cristãos do norte do Iraque, misturando a fé cristã com tradições siríacas e caldeias.O mosteiro era relativamente simples, construído com blocos de pedra e tinha capelas, pátios internos e salas de oração. Sobretudo, o lugar reunia milhares de fiéis para celebrações religiosas dedicadas ao profeta bíblico Elias, que se destacou por defender o culto ao deus de Israel em um período marcado pela influência de outras religiões na região.Mesmo tendo sobrevivido a diferentes impérios e transformações políticas — desde períodos do domínio persa e islâmico medieval até a formação do Iraque moderno — o mosteiro acabou sendo destruído em 2014 durante a ocupação de Mossul pelo pelo grupo extremista Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países).Análises de imagens de satélite indicaram que o local foi deliberadamente demolido, eliminando um dos marcos mais antigos da presença cristã contínua no país. A destruição do mosteiro foi amplamente vista como uma perda significativa para o patrimônio histórico e religioso da região.PalmiraNo meio do deserto da Síria existia uma das cidades mais fascinantes da Antiguidade: Palmira, um grande centro comercial e cultural que floresceu por volta do século I d.C. A cidade ficava em um oásis estratégico entre o mar Mediterrâneo e a Mesopotâmia, o que a transformou em um ponto crucial das rotas de caravanas que ligavam o mundo romano ao Oriente.Graças a esse comércio intenso — especialmente de seda, especiarias e pedras preciosas — Palmira acumulou enorme riqueza e desenvolveu uma cultura própria, que misturava influências romanas, persas e semitas. A cidade chegou a ser integrada ao Império Romano, mas manteve certo grau de autonomia e uma identidade cultural bastante singular.As ruínas da cidade foram reconhecidas como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1980, sendo considerado um dos sítios arqueológicos mais importantes do Oriente Médio. Contudo, a guerra civil síria causou danos enormes a Palmira, destruindo monumentos como o Templo de Bel e o Arco Monumental de Palmira.Sua destruição representa uma grande tragédia, já que a cidade representava o encontro entre Ocidente e Oriente, uma mistura cultural raramente vista nas civilizações antigas. Mesmo com a destruição, partes importantes das ruínas ainda permanecem e projetos internacionais discutem formas de preservação e possível reconstrução desse patrimônio histórico.Portão de MashkiUma das entradas monumentais da antiga cidade assíria de Nínive, o Portão de Mashki está localizado em Mossul, no Iraque. A cidade atingiu seu auge no século VII a.C., especialmente durante o reinado do rei assírio Senaqueribe, quando Nínive se tornou uma das maiores e mais impressionantes metrópoles do mundo antigo.O portão fazia parte do sistema de muralhas monumentais que cercava a cidade, uma estrutura defensiva com cerca de 12 quilômetros de extensão e mais de uma dezena de entradas. O nome "Mashki" costuma ser traduzido como "Portão dos Regadores" ou "Portão dos Aguadeiros", possivelmente porque ficava próximo ao rio Tigre e era utilizado por pessoas que transportavam água para a cidade.Arquitetonicamente, o portão era formado por grandes blocos de pedra e tijolos, com passagens em arco e torres laterais que reforçavam a defesa da muralha. Como outros portões de Nínive, ele também possuía relevos decorativos e elementos escultóricos que refletiam a arte assíria. Essas estruturas eram projetadas não apenas para defesa, mas também para demonstrar o poder e a riqueza do império.O monumento foi parcialmente reconstruído na década de 1970 como parte de um projeto de preservação arqueológica realizado pelo governo iraquiano. No entanto, em 2016, durante a ocupação da região por militantes do Daesh, o portão foi deliberadamente demolido com explosivos. A destruição foi amplamente condenada por arqueólogos e por organizações internacionais, como a UNESCO, por representar a perda de um importante vestígio da civilização assíria.Grande Mesquita OmariAntes dos ataques de Israel em Gaza, a Grande Mesquita Omari – também conhecida como a Grande Mesquita de Gaza – era a maior e mais antiga mesquita da cidade palestina. Seu nome faz referência ao segundo califa do Islã, Omar ibn al-Khattab, associado à expansão islâmica na região no século VII d.C..O local onde a mesquita foi construída possui uma história ainda mais antiga. Antes da presença islâmica, o espaço teria abrigado um templo pagão da Antiguidade, possivelmente dedicado a divindades filisteias ou romanas. Durante o período bizantino, o edifício foi convertido em uma igreja cristã. Após a conquista islâmica da região no século VII, o local passou por nova transformação e foi adaptado para se tornar uma mesquita.A Grande Mesquita Omari foi um centro de ensino islâmico onde estudiosos ensinavam teologia, direito e literatura religiosa. Ela passou por muitas restaurações, passando as eras sendo destruída e reconstruída: no século X, o minarete da mesquita ruiu num terremoto; no século XIII, os mamelucos reconstruíram a mesquita, mas foi destruída pelos mongóis; ela foi restaurada no século XVI pelos otomanos, mas novamente danificada por bombardeios britânicos durante a Primeira Guerra Mundial. Ainda assim, foi restaurada em 1925.Em 2023, foi novamente destruída e reduzida a escombros após ataques de Israel na Faixa de Gaza. A destruição do complexo foi vista por arqueólogos e historiadores como uma perda significativa para o patrimônio cultural da região, já que a mesquita representava séculos de camadas históricas e religiosas sobrepostas no mesmo espaço.
https://noticiabrasil.net.br/20260306/do-terrorismo-as-tentativas-de-golpe-de-estado-os-efeitos-da-neocolonizacao-em-burkina-faso-48679468.html
https://noticiabrasil.net.br/20260309/petroleo-comercio-turismo-e-guerra-os-efeitos-do-conflito-no-ira-para-o-brasil-e-o-mundo-48763126.html
iraque
irã
palmira
oriente médio
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
EUA, Israel, Daesh e o apagamento de séculos de história no Oriente Médio
Sputnik Brasil
EUA, Israel, Daesh e o apagamento de séculos de história no Oriente Médio.
2026-03-10T18:26-0300
true
PT1S
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/03/0a/48793949_17:0:2748:2048_1920x0_80_0_0_6a721b754cb32cb43551a74c703fb0fc.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
iraque, irã, palmira, unesco, sputnik, daesh, patrimônio mundial, islã, templo de bel, lista, oriente médio, oriente médio e áfrica, vídeo
iraque, irã, palmira, unesco, sputnik, daesh, patrimônio mundial, islã, templo de bel, lista, oriente médio, oriente médio e áfrica, vídeo
Na história, diversos monumentos que retrataram povos antigos e conquistas de outrora conseguiram sobreviver ao tempo e ser preservados até hoje. Porém muitos não tiveram o mesmo destino. Das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, por exemplo, apenas uma se manteve.
O Farol de Alexandria, no Egito, guiava navios com uma fogueira e era uma das estruturas mais altas do mundo, até ser destruída por terremotos; o Colosso de Rodes, uma estátua de bronze do deus grego Hélios, erguida para comemorar uma vitória militar, também foi vítima de abalos sísmicos; a Grande Pirâmide de Gizé, atual Pirâmide de Quéops, é a única remanescente das sete, mas originalmente era coberta por um calcário branco e supostamente tinha uma ponta de ouro.
Além de desastres naturais, monumentos históricos são alvos de ações humanas, por guerras, vandalismo, negligência na preservação ou projetos de urbanização, que acabam levando à sua destruição ou descaracterização ao longo do tempo.
Sucessivas guerras no Oriente Médio, como a invasão do Iraque e os recentes ataques ao Irã, destroem parte dessa história. A Sputnik Brasil compilou uma lista de monumentos históricos destruídos por conta de conflitos em diferentes países da região.
Em Teerã está o antigo palácio real do Império Cajar, o palácio de Golestan. Conhecido como o Palácio do Jardim das Rosas, esse monumento é um dos mais antigos complexos históricos da capital e foi a antiga residência oficial dos xás da dinastia Cajar.
Construído a partir do século XVI d.C. e ampliado ao longo do tempo, o palácio reúne pavilhões, jardins e salões ornamentados que combinam elementos da arquitetura persa tradicional com influências europeias. Atualmente, o complexo é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO e permanece como um dos principais símbolos históricos e culturais do Irã.
Um dos espaços mais famosos do complexo é o Salão dos Espelhos, utilizado para recepções oficiais e cerimônias reais. Nesse ambiente, milhares de pequenos fragmentos de espelho formam desenhos geométricos nas paredes e no teto, refletindo a luz e ampliando visualmente o espaço. Essa técnica persa, ayeneh-kari, cria jogos de luz quando iluminados por janelas ou lustres.
Infelizmente, o palácio foi danificado durante os primeiros ataques dos
EUA e Israel contra o Irã, quando explosões nas proximidades do centro de Teerã provocaram impactos estruturais e
estilhaçaram parte das janelas e elementos decorativos. Os danos atingiram especialmente áreas ornamentadas do edifício, onde mosaicos, vitrais e peças de estuque foram afetados pelas ondas de choque.
Considerado o mosteiro cristão mais antigo do Iraque, o Mosteiro de Santo Elias foi construído no século VI d.C. próximo a Mossul, Iraque, e fazia parte de uma antiga rede de monastérios cristãos na região histórica da Mesopotâmia. O local serviu como um centro espiritual e ponto de peregrinação para cristãos do norte do Iraque, misturando a fé cristã com tradições siríacas e caldeias.
O mosteiro era relativamente simples, construído com blocos de pedra e tinha capelas, pátios internos e salas de oração. Sobretudo, o lugar reunia milhares de fiéis para celebrações religiosas dedicadas ao profeta bíblico Elias, que se destacou por defender o culto ao deus de Israel em um período marcado pela influência de outras religiões na região.
Mesmo tendo sobrevivido a diferentes impérios e transformações políticas — desde períodos do domínio persa e islâmico medieval até a formação do Iraque moderno — o
mosteiro acabou sendo destruído em 2014 durante a ocupação de Mossul pelo pelo
grupo extremista Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países).Análises de imagens de satélite indicaram que o local foi deliberadamente demolido, eliminando um dos marcos mais antigos da presença cristã contínua no país. A destruição do mosteiro foi amplamente vista como uma perda significativa para o patrimônio histórico e religioso da região.
No meio do deserto da Síria existia uma das cidades mais fascinantes da Antiguidade: Palmira, um grande centro comercial e cultural que floresceu por volta do século I d.C. A cidade ficava em um oásis estratégico entre o mar Mediterrâneo e a Mesopotâmia, o que a transformou em um ponto crucial das rotas de caravanas que ligavam o mundo romano ao Oriente.
Graças a esse comércio intenso — especialmente de seda, especiarias e pedras preciosas — Palmira acumulou enorme riqueza e desenvolveu uma cultura própria, que misturava influências romanas, persas e semitas. A cidade chegou a ser integrada ao Império Romano, mas manteve certo grau de autonomia e uma identidade cultural bastante singular.
As ruínas da cidade foram reconhecidas como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1980, sendo considerado um dos sítios arqueológicos mais importantes do Oriente Médio. Contudo, a guerra civil síria causou danos enormes a Palmira, destruindo monumentos como o Templo de Bel e o Arco Monumental de Palmira.
Sua destruição representa uma grande tragédia, já que a cidade representava o encontro entre Ocidente e Oriente, uma mistura cultural raramente vista nas civilizações antigas. Mesmo com a destruição, partes importantes das ruínas ainda permanecem e projetos internacionais discutem formas de preservação e possível reconstrução desse patrimônio histórico.
Uma das entradas monumentais da antiga cidade assíria de Nínive, o Portão de Mashki está localizado em Mossul, no Iraque. A cidade atingiu seu auge no século VII a.C., especialmente durante o reinado do rei assírio Senaqueribe, quando Nínive se tornou uma das maiores e mais impressionantes metrópoles do mundo antigo.
O portão fazia parte do sistema de muralhas monumentais que cercava a cidade, uma estrutura defensiva com cerca de 12 quilômetros de extensão e mais de uma dezena de entradas. O nome "Mashki" costuma ser traduzido como "Portão dos Regadores" ou "Portão dos Aguadeiros", possivelmente porque ficava próximo ao rio Tigre e era utilizado por pessoas que transportavam água para a cidade.
Arquitetonicamente, o portão era formado por grandes blocos de pedra e tijolos, com passagens em arco e torres laterais que reforçavam a defesa da muralha. Como outros portões de Nínive, ele também possuía relevos decorativos e elementos escultóricos que refletiam a arte assíria. Essas estruturas eram projetadas não apenas para defesa, mas também para demonstrar o poder e a riqueza do império.
O monumento foi parcialmente reconstruído na década de 1970 como parte de um projeto de preservação arqueológica realizado pelo governo iraquiano. No entanto, em 2016, durante a ocupação da região por militantes do Daesh, o portão foi deliberadamente demolido com explosivos. A destruição foi amplamente condenada por arqueólogos e por organizações internacionais, como a UNESCO, por representar a perda de um importante vestígio da civilização assíria.
Antes dos ataques de Israel em Gaza, a Grande Mesquita Omari – também conhecida como a Grande Mesquita de Gaza – era a maior e mais antiga mesquita da cidade palestina. Seu nome faz referência ao segundo califa do Islã, Omar ibn al-Khattab, associado à expansão islâmica na região no século VII d.C..
O local onde a mesquita foi construída possui uma história ainda mais antiga. Antes da presença islâmica, o espaço teria abrigado um templo pagão da Antiguidade, possivelmente dedicado a divindades filisteias ou romanas. Durante o período bizantino, o edifício foi convertido em uma igreja cristã. Após a conquista islâmica da região no século VII, o local passou por nova transformação e foi adaptado para se tornar uma mesquita.
A Grande Mesquita Omari foi um centro de ensino islâmico onde estudiosos ensinavam teologia, direito e literatura religiosa. Ela passou por muitas restaurações, passando as eras sendo destruída e reconstruída: no século X, o minarete da mesquita ruiu num terremoto; no século XIII, os mamelucos reconstruíram a mesquita, mas foi destruída pelos mongóis; ela foi restaurada no século XVI pelos otomanos, mas novamente danificada por bombardeios britânicos durante a Primeira Guerra Mundial. Ainda assim, foi restaurada em 1925.
Em 2023, foi novamente destruída e reduzida a escombros após ataques de
Israel na Faixa de Gaza. A destruição do complexo foi vista por arqueólogos e historiadores como uma perda significativa para o patrimônio cultural da região, já que a mesquita representava séculos de camadas históricas e religiosas sobrepostas no mesmo espaço.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).