De acordo com os relatos, o plano em debate marca uma possível mudança de patamar no conflito, que já entra na terceira semana, e abriria caminho para operações mais diretas dos Estados Unidos na região. O Departamento de Guerra norte-americano não confirmou as informações.
Entre as opções consideradas está a proteção do tráfego marítimo no estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. A operação envolveria principalmente meios navais e aéreos, mas não se descarta a presença de tropas em áreas próximas ao território iraniano.
Outro ponto sensível nas discussões é a ilha de Kharg, responsável pela maior parte das exportações de petróleo do Irã. Uma eventual ação no local é vista como altamente arriscada, diante da capacidade de resposta iraniana com mísseis e drones.
Apesar do leque de possibilidades, fontes indicam que uma operação terrestre não está prevista para o curto prazo. Um representante do governo afirmou que nenhuma decisão foi tomada até agora, embora todas as alternativas permaneçam em análise.
Mais cedo, o jornal The Washington Post revelou que a Embaixada dos EUA em Jerusalém distribuiu um telegrama onde Israel avalia que o Irã está pronto para "lutar até o fim", apesar do assassinato de seu líder supremo, Ali Khamenei, e dos ataques contínuos em seu território.
De acordo com o documento, Israel esperava que o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em fevereiro causasse caos entre a liderança, mas nos últimos dias a estabilidade do poder na República Islâmica tornou-se aparente devido à capacidade de lançar mísseis balísticos "onde eles quiserem".