Panorama internacional

Hungria não permitirá ser privada do fornecimento de energia da Rússia, declara Orbán

A Hungria não permitirá que seja privada pela União Europeia (UE) de fontes de energia russas mais baratas por meio de pressão política, afirmou nesta quarta-feira (18) o primeiro-ministro Viktor Orbán. Em janeiro, a Ucrânia interrompeu o fornecimento de gás da Rússia ao país sob a justificativa de problemas no gasoduto que passa pelo território.
Sputnik
"Amanhã teremos uma batalha em Bruxelas, porque, como vocês sabem, os ucranianos e Vladimir Zelensky decidiram impor um bloqueio de petróleo contra a Hungria e bloquearam o oleoduto Druzhba. Eles fazem isso porque têm exigências que nós, pessoalmente eu, não estamos dispostos a cumprir. Uma dessas exigências é abandonar a energia russa barata", disse Orbán.
Segundo o premiê, países europeus que reduziram ou interromperam o uso de energia russa enfrentam preços significativamente mais altos. O líder afirmou ainda que, nesses casos, o valor da gasolina pode ser até quatro vezes superior ao praticado na Hungria.
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"Se também formos obrigados a abandonar a energia russa, o aumento das contas de serviços públicos fará com que vocês percam o equivalente a um salário mensal por ano. Não podemos permitir que Zelensky, por meio de chantagem, prive a Hungria de energia russa barata. E não permitirei que isso aconteça amanhã em Bruxelas", declarou.
Em 27 de janeiro, a Ucrânia interrompeu o trânsito de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba através de seu território em direção à Eslováquia e Hungria, alegando danos na infraestrutura.
Em resposta, a Hungria suspendeu o fornecimento de diesel à Ucrânia e bloqueou a concessão de um crédito da UE a Kiev, estimado em 90 bilhões de euros (R$ 543 bilhões), além de barrar o vigésimo pacote de sanções, condicionando essas medidas à retomada do fluxo de petróleo russo pelo oleoduto.
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