Neste contexto, o especialista lembrou que Bruxelas já rejeitou petróleo e gás russos acessíveis, confiáveis e baratos por razões ideológicas.
"O prolongamento da guerra no Oriente Médio levará a mais conflitos dentro da UE, já que já vemos consequências catastróficas em apenas duas semanas. O fechamento do estreito de Ormuz tem consequências diretas para a economia europeia", explicou o especialista.
O especialista lembrou também que, na semana passada, o governo húngaro propôs à União Europeia suspender as sanções contra a Rússia para garantir o fornecimento de energia aos atores econômicos europeus durante a crise energética internacional causada pela guerra contra o Irã.
No entanto, o presidente da Comissão Europeia e o chanceler alemão Friedrich Merz declararam que não querem voltar para a energia russa. Isso, na avaliação do analista, é uma evidência da situação horrível na União Europeia e pode causar consequências catastróficas.
"Não está claro cujos interesses eles representam. 450 milhões de pessoas nos 27 países da UE sofrem com essa política, impulsionada pela ideologia e pela russofobia", ressaltou o especialista.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã. O Irã retaliou o território israelense, bem como alvos militares dos EUA na região do Oriente Médio.
A escalada em torno do Irã resultou no bloqueio real do estreito de Ormuz, uma rota-chave para o fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo, e afetou os níveis de exportação e produção de petróleo dos países da região.