Panorama internacional

G7 quer garantir fornecimento de petróleo por Ormuz

Os ministros das Relações Exteriores do G7, grupo formado em 1976 pelas economias mais industrializadas da época, afirmaram neste sábado (21), que vão tomar as medidas necessárias para "apoiar" o fornecimento global de energia pelo estreito de Ormuz, no Oriente Médio.
Sputnik
O estreito, por onde circulam cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico, está com a navegação interrompida desde que os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã se intensificaram no início do mês, alterando as rotas petrolíferas de muitos países e empresas.
"Manifestamos nosso apoio aos nossos parceiros na região diante dos ataques injustificáveis ​​da República Islâmica do Irã e seus representantes", afirmaram, em nota, os ministros do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, além de um representante da União Europeia.
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O comunicado condena "os ataques imprudentes do regime contra civis e infraestrutura civil, incluindo a infraestrutura de energia".
As tensões no Oriente Médio aumentaram em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel iniciaram ataques coordenados contra o Irã, em meio a negociações indiretas entre Washington e Teerã sobre o alcance do programa nuclear iraniano.
O Irã responde à ofensiva com ataques retaliatórios contra Israel e bases militares de Washington localizadas em vários países da região.
No golfo Pérsico, onde só é possível sair ao mar através do estreito de Ormuz, estão localizados países ricos em petróleo: Arábia Saudita (responsável por 37,2% de todo o petróleo exportado através do estreito), Iraque (22,8% do petróleo), Irã (10,6% do petróleo), Emirados Árabes Unidos (12,9% do petróleo), Kuwait (10,1% do petróleo) e Catar (4,4% do petróleo).
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