O estreito, por onde circulam cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico, está com a navegação interrompida desde que os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã se intensificaram no início do mês, alterando as rotas petrolíferas de muitos países e empresas.
"Manifestamos nosso apoio aos nossos parceiros na região diante dos ataques injustificáveis da República Islâmica do Irã e seus representantes", afirmaram, em nota, os ministros do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, além de um representante da União Europeia.
O comunicado condena "os ataques imprudentes do regime contra civis e infraestrutura civil, incluindo a infraestrutura de energia".
As tensões no Oriente Médio aumentaram em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel iniciaram ataques coordenados contra o Irã, em meio a negociações indiretas entre Washington e Teerã sobre o alcance do programa nuclear iraniano.
O Irã responde à ofensiva com ataques retaliatórios contra Israel e bases militares de Washington localizadas em vários países da região.
No golfo Pérsico, onde só é possível sair ao mar através do estreito de Ormuz, estão localizados países ricos em petróleo: Arábia Saudita (responsável por 37,2% de todo o petróleo exportado através do estreito), Iraque (22,8% do petróleo), Irã (10,6% do petróleo), Emirados Árabes Unidos (12,9% do petróleo), Kuwait (10,1% do petróleo) e Catar (4,4% do petróleo).