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Alemanha recua e condiciona participação em missão no estreito de Ormuz a cessar-fogo com o Irã

© AP Photo / Jon GambrellEmbarcações da Marinha dos EUA no estreito de Ormuz
Embarcações da Marinha dos EUA no estreito de Ormuz - Sputnik Brasil, 1920, 19.03.2026
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Horas após o anúncio do apoio da Europa às operações no estreito de Ormuz, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, não descartou, nesta quinta-feira (19), a participação das Forças Armadas na missão, mas afirmou que qualquer medida dependerá de condições posteriores a um eventual cessar-fogo com o Irã.
"Não descartamos nada, mas isso dependerá da situação após o fim das hostilidades, bem como do cenário militar e de segurança na região. Só poderíamos participar no âmbito de um mandato internacional ou de cooperação, caso todos os requisitos sejam cumpridos e o Bundestag [parlamento alemão] aprove", disse Pistorius durante coletiva conjunta com a ministra da Economia, Katherina Reiche.
Segundo o ministro, uma decisão nesse sentido não é prioridade no momento, já que o primeiro passo seria alcançar um cessar-fogo e avaliar as necessidades no terreno.
"Atualmente, nem mesmo navios caça-minas seriam úteis, pois sequer conseguiriam entrar na área, já que seriam alvos de disparos a partir da costa", explicou. Isso, segundo ele, implicaria a necessidade de envio de forças militares por parte dos Estados Unidos e de seus aliados.
Pistorius também afirmou que o conflito com o Irã não se enquadra no artigo 5 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que trata da defesa coletiva. "Portanto, não há obrigação de assistência. Não estamos violando o tratado nem negligenciando nossos compromissos", acrescentou.
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Mais cedo, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão declararam estar prontos para garantir a segurança da navegação no estreito de Ormuz, diante da escalada do conflito com o Irã. Os países também alertaram que interferências no tráfego marítimo internacional e nas cadeias globais de energia representam uma ameaça à paz e à segurança.
Na sequência, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os aliados da OTAN passaram a adotar uma postura "mais amigável" depois que Washington criticou a falta de disposição da aliança em ajudar a desbloquear o estreito.
"Quando se trata da OTAN, eles não querem nos ajudar a proteger o estreito, embora sejam justamente os que mais dependem dele. Mas agora estão sendo muito mais amigáveis, porque perceberam minha postura", disse Trump a jornalistas antes de uma reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, na Casa Branca.
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