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Guerra com Irã esgota munições dos EUA e torna Washington vulnerável perante Pequim, diz mídia

© AP Photo / Efrem LukatskyTrabalhadores descarregam uma carga de ajuda militar entregue como parte da assistência de segurança dos Estados Unidos da América à Ucrânia, no aeroporto de Borispol, arredores de Kiev, Ucrânia, na terça-feira, 25 de janeiro de 2022. Um novo lote de assistência de segurança dos Estados Unidos fornecido à Ucrânia, incluindo equipamentos e munições, chega ao aeroporto de Borispol. As ações dos EUA estão sendo feitas em conjunto com as de outros governos de membros da OTAN para reforçar uma presença defensiva na Europa de Leste.
Trabalhadores descarregam uma carga de ajuda militar entregue como parte da assistência de segurança dos Estados Unidos da América à Ucrânia, no aeroporto de Borispol, arredores de Kiev, Ucrânia, na terça-feira, 25 de janeiro de 2022. Um novo lote de assistência de segurança dos Estados Unidos fornecido à Ucrânia, incluindo equipamentos e munições, chega ao aeroporto de Borispol. As ações dos EUA estão sendo feitas em conjunto com as de outros governos de membros da OTAN para reforçar uma presença defensiva na Europa de Leste. - Sputnik Brasil, 1920, 19.03.2026
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Os estoques de munição gastos durante a operação dos EUA contra o Irã, denominada Fúria Épica, levarão anos para serem repostos, escreve o jornal The Economist.
A publicação destaca que a administração do presidente Donald Trump não conta com um orçamento aprovado pelo Congresso para essa finalidade, e o esgotamento dos estoques implica redução na prontidão do Exército norte-americano para possíveis novos conflitos.

"A reposição [de munições] levará anos. Os custos com a reposição nos primeiros quatro dias de guerra serão de 20 a 26 bilhões de dólares [...]. Na verdade, o problema não é mais o custo, mas a insuficiência de estoques", ressalta a reportagem.

Segundo a matéria, somente no início das hostilidades as Forças Armadas dos EUA lançaram 300 mísseis de cruzeiro Tomahawk, enquanto o Pentágono havia planejado a compra de apenas 57 unidades no atual ano fiscal.
Bandeira dos EUA esfarrapada tremula na areia de um terreno baldio no bairro de Breezy Point, no Queens, em Nova York. EUA, 3 de outubro de 2013 - Sputnik Brasil, 1920, 19.03.2026
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Do mesmo modo, mais de 150 mísseis interceptores do sistema THAAD foram disparados, cerca de um quarto de todo o arsenal, com entregas previstas de apenas 57 unidades, que entrarão em operação apenas em 2027.
O artigo também sublinha que, desde 2023, as reservas desse tipo de míssil não foram reabastecidas.
Nesse contexto, enfatiza-se que nos primeiros quatro dias da operação os EUA lançaram mais de 5.000 projéteis de diversos tipos, tornando o início da Fúria Épica a campanha aérea mais intensa da história. Em 16 dias, esse número subiu para 11.000.

"O Pentágono está elaborando planos ambiciosos para acelerar as compras por meio de grandes contratos plurianuais. A ideia é aumentar a produção de Tomahawk de 60 para 1.000 por ano e a de mísseis PAC-3 MSE [para o Patriot] de 600 para 2.000. No entanto, o Congresso ainda não concordou em pagar por isso", acrescenta o artigo.

Uma motocicleta passa por uma foto do falecido Líder Supremo iraniano, Aiatolá Ali Khamenei, em uma rua vazia de Teerã, Irã, no domingo, 1º de março de 2026, após a confirmação da morte de Khamenei em ataques dos EUA e de Israel. - Sputnik Brasil, 1920, 19.03.2026
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A situação é agravada pelo fato de que alguns componentes são fabricados por poucas empresas, o que retarda os prazos de entrega. Além disso, a produção de armamentos depende de minerais cujo fornecimento é controlado pela China.
Diante desse cenário e da transferência de grandes contingentes e equipamentos do Japão e da Coreia do Sul para o Oriente Médio, o jornal conclui que as Forças Armadas dos EUA podem se tornar menos preparadas para um eventual conflito na Ásia.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no Irã. Em resposta, Teerã realizou ataques de retaliação contra território israelense e instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
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