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Guerra com Irã esgota munições dos EUA e torna Washington vulnerável perante Pequim, diz mídia
Guerra com Irã esgota munições dos EUA e torna Washington vulnerável perante Pequim, diz mídia
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Os estoques de munição gastos durante a operação dos EUA contra o Irã, denominada Fúria Épica, levarão anos para serem repostos, escreve o jornal The... 19.03.2026, Sputnik Brasil
2026-03-19T11:08-0300
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A publicação destaca que a administração do presidente Donald Trump não conta com um orçamento aprovado pelo Congresso para essa finalidade, e o esgotamento dos estoques implica redução na prontidão do Exército norte-americano para possíveis novos conflitos.Segundo a matéria, somente no início das hostilidades as Forças Armadas dos EUA lançaram 300 mísseis de cruzeiro Tomahawk, enquanto o Pentágono havia planejado a compra de apenas 57 unidades no atual ano fiscal.Do mesmo modo, mais de 150 mísseis interceptores do sistema THAAD foram disparados, cerca de um quarto de todo o arsenal, com entregas previstas de apenas 57 unidades, que entrarão em operação apenas em 2027.O artigo também sublinha que, desde 2023, as reservas desse tipo de míssil não foram reabastecidas.Nesse contexto, enfatiza-se que nos primeiros quatro dias da operação os EUA lançaram mais de 5.000 projéteis de diversos tipos, tornando o início da Fúria Épica a campanha aérea mais intensa da história. Em 16 dias, esse número subiu para 11.000.A situação é agravada pelo fato de que alguns componentes são fabricados por poucas empresas, o que retarda os prazos de entrega. Além disso, a produção de armamentos depende de minerais cujo fornecimento é controlado pela China.Diante desse cenário e da transferência de grandes contingentes e equipamentos do Japão e da Coreia do Sul para o Oriente Médio, o jornal conclui que as Forças Armadas dos EUA podem se tornar menos preparadas para um eventual conflito na Ásia.Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no Irã. Em resposta, Teerã realizou ataques de retaliação contra território israelense e instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
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Guerra com Irã esgota munições dos EUA e torna Washington vulnerável perante Pequim, diz mídia
Os estoques de munição gastos durante a operação dos EUA contra o Irã, denominada Fúria Épica, levarão anos para serem repostos, escreve o jornal The Economist.
A publicação
destaca que a administração do presidente Donald Trump não conta com um orçamento aprovado pelo Congresso para essa finalidade, e o esgotamento dos estoques implica redução na prontidão do Exército norte-americano para possíveis novos conflitos.
"A reposição [de munições] levará anos. Os custos com a reposição nos primeiros quatro dias de guerra serão de 20 a 26 bilhões de dólares [...]. Na verdade, o problema não é mais o custo, mas a insuficiência de estoques", ressalta a reportagem.
Segundo a matéria, somente no início das hostilidades as
Forças Armadas dos EUA lançaram 300 mísseis de cruzeiro Tomahawk, enquanto o Pentágono havia planejado a compra de apenas 57 unidades no atual ano fiscal.
Do mesmo modo, mais de 150 mísseis interceptores do sistema THAAD foram disparados, cerca de um quarto de todo o arsenal, com entregas previstas de apenas 57 unidades, que entrarão em operação apenas em 2027.
O artigo também sublinha que, desde 2023, as reservas desse tipo de míssil não foram reabastecidas.
Nesse contexto, enfatiza-se que nos primeiros quatro dias da operação os EUA lançaram mais de 5.000 projéteis de diversos tipos, tornando o início da Fúria Épica a campanha aérea mais intensa da história. Em 16 dias, esse número subiu para 11.000.
"O Pentágono está elaborando planos ambiciosos para acelerar as compras por meio de grandes contratos plurianuais. A ideia é aumentar a produção de Tomahawk de 60 para 1.000 por ano e a de mísseis PAC-3 MSE [para o Patriot] de 600 para 2.000. No entanto, o Congresso ainda não concordou em pagar por isso", acrescenta o artigo.
A situação é agravada pelo fato de que alguns componentes são fabricados por poucas empresas, o que retarda os prazos de entrega. Além disso, a produção de armamentos depende de minerais cujo fornecimento é controlado pela China.
Diante desse cenário e da transferência de grandes contingentes e equipamentos do Japão e da Coreia do Sul para o
Oriente Médio, o jornal conclui que as Forças Armadas dos EUA podem se tornar menos preparadas para um eventual conflito na Ásia.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no Irã. Em resposta, Teerã realizou ataques de retaliação contra território israelense e instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
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