Ele foi questionado pela Sputnik Brasil especificamente sobre a entrada de grandes potências, incluindo China e Rússia. Atualmente, 132 nações, incluindo Índia e África do Sul, compõem o grupo.
Capobianco destacou que a convenção "tem uma característica muito interessante: […] nós temos países partes, mas nós temos protocolos, acordos de cooperação, que envolvem países que não são partes".
O presidente da COP15 ressaltou que o próprio governo de Luiz Inácio Lula da Silva está encabeçando esse esforço. "O governo brasileiro reforçou isso ontem [22], está buscando novas adesões." Ele acrescentou que, embora a convenção já permita a cooperação com países não membros, o objetivo é ampliar o número de partes formais. "Nós gostaríamos de colaborar com o secretariado da convenção, promovendo no mundo mais partes. Porque isso aumenta, evidentemente, a potência da convenção."
A estratégia para alcançar esse objetivo passa pela diplomacia bilateral. Capobianco explicou que o Brasil pretende incluir o tema em todas as suas reuniões bilaterais nos próximos meses. "O Brasil vai colocar nas suas reuniões bilaterais — todos nós, em eventos internacionais, mantemos reuniões bilaterais —, e vamos apresentar os elementos e buscar a participação desses países."
Foi informado anteriormente que Lula enviou pedidos de adesão a 18 nações ao redor do mundo.
Participação da Rússia
Amy Fraenkel, secretária-executiva da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês), afirmou que há acordos com potências, incluindo a Rússia, mesmo que esses países não componham oficialmente a COP15.
"A Rússia está trabalhando com a gente, não significa que não estão envolvidos."
Ela também comentou que espécies como a onça-pintada, presente em diversas localidades da América Latina, têm caráter migratório, mas, mesmo países que não aderiram à convenção, como a Colômbia, têm ações parceiras, já que esses animais percorrem os biomas independentemente de fronteiras de países.
"Conseguimos cooperar com ações com várias nações. Queremos atingir a meta de atingir todos os países, mas isso não significa que eles não fazem parte", completou.