Panorama internacional

Trump diz que EUA e Irã tiveram conversas positivas nos últimos dias; Teerã não confirma

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (23) que Washington e Teerã tiveram conversas positivas ao longo dos últimos dois dias. O republicano ainda destacou que o Pentágono adiará ataques à estrutura energética do Irã.
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Trump também expressou a esperança de que um acordo seja costurado com Teerã, segundo reportagem de um jornalista da CNBC após entrevista com o presidente. Ao mesmo tempo, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que não houve negociações diretas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira que conversou por telefone com Trump e comentou esse suposto acordo, o qual seria benéfico para Washington e Tel Aviv, segundo o premiê.
"Hoje conversei com nosso amigo, o presidente Trump. O presidente Trump acredita que existe uma oportunidade de alavancar nossos enormes sucessos militares para alcançar objetivos militares por meio de um acordo que proteja nossos interesses vitais."
De acordo com as informações publicadas pelo portal israelense Ynet, citando autoridades locais, Washington tem como objetivo terminar a guerra até 9 de abril. Ainda segundo esta fonte, EUA e Irã devem realizar uma rodada de negociações ainda nesta semana, no Paquistão.
O Comitê de Inteligência do Senado, por sua vez, divulgou, por meio de agenda, que receberá um briefing fechado nesta terça-feira (24) sobre as supostas negociações dos Estados Unidos com o Irã.
Panorama internacional
Mídia: Irã ameaça atacar infraestrutura energética de Israel e bases dos EUA após ultimato de Trump
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, incluindo a capital, Teerã, causando danos e vítimas civis. O Irã respondeu atacando o território israelense e instalações militares americanas no Oriente Médio.
A escalada em torno do Irã levou ao bloqueio parcial do estreito de Ormuz, uma rota crucial para o fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) dos países do golfo Pérsico para o mercado global, e também afetou o nível de exportações e produção de petróleo na região.
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