A publicação, que entrevistou militares, reservistas e organizações de direitos humanos que defendem os militares, afirma que alguns militares norte-americanos envolvidos no conflito reclamam de vulnerabilidade, estresse severo, decepção e desilusão, a ponto de considerarem deixar as Forças Armadas.
"Estou ouvindo dos militares as palavras: 'Não queremos morrer por Israel — não queremos ser peões políticos'", disse um reservista e mentor de jovens soldados, citado pelo HuffPost.
Outro reservista, que mantém contato com os militares envolvidos no conflito, que também falou ao portal sobre condição de anonimato, revelou uma tendência semelhante.
A publicação enfatizou que o descontentamento dentro das Forças Armadas dos EUA em relação às operações de Washington no Oriente Médio, bem como os problemas de moral entre os militares, podem diminuir as chances de sucesso da campanha.
A publicação observa que os reservistas citam a falta de uma narrativa clara e consistente que justifique uma guerra contra o Irã como o principal fator de desmoralização.
Na sexta-feira (20), a CBS News noticiou, citando fontes informadas, que o Pentágono havia preparado planos detalhados para o possível envio de tropas terrestres ao Irã, a fim de fornecer ao governo Trump uma gama completa de cenários militares em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
Os EUA e Israel começaram a atacar o Irã em 28 de fevereiro. O Irã lançou ataques retaliatórios contra território israelense e instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.