Segundo a publicação, além dessas espécies, os pesquisadores provavelmente conseguiram descobrir mais três novas espécies de lagartixas e uma nova espécie de serpente peçonhenta, mas esses dados ainda não foram confirmados.
Vale destacar que as espécies foram preservadas isoladas de outros ecossistemas do planeta pelo fato de viverem há milhares ou talvez milhões de anos em cavernas cársticas fechadas, que praticamente não têm ligação com o mundo exterior e surgiram em decorrência da exposição à água.
"Espécies adaptadas a esses habitats específicos não podem se deslocar de um local para outro, então, com o tempo, essas populações começam a divergir e, eventualmente, são consideradas espécies separadas", diz o texto.
Uma das lagartixas descobertas tem escamas escuras com listras marrom-esbranquiçadas e tem cerca de 20 centímetros de comprimento. Os animais são principalmente noturnos. Alguns deles desenvolveram mandíbulas fortes e são capazes de morder a pele.
A dieta dos répteis descobertos consiste em guano (excrementos de morcegos), morcegos mortos ou outros pequenos animais sem vida.
Para descrever novas espécies, os pesquisadores examinaram detalhes como o número de escamas entre o olho e a boca, o tamanho da cauda e o comprimento dos dedos. Uma parte importante é a análise genética, que inclui a extração de DNA.
Os cientistas expressaram a esperança de que os ecossistemas estudados nas cavernas cársticas sejam preservados, pois existe o risco de sua destruição devido ao desenvolvimento de solos para extração de cimento nas imediações das cavernas, no Camboja.