O estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, permanece fechado pelo Irã para navios aliados dos EUA e Israel desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. De acordo com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, uma coalizão de 22 países está se unindo desde quinta‑feira (19) para reabrir a rota "o mais rápido possível".
"Desde quinta-feira, um grupo de 22 países está se unindo para garantir que o estreito de Ormuz seja livre e reaberto o mais rápido possível. [...] o que precisamos fazer é trabalhar juntos", afirmou Rutte em entrevistas no último domingo (22).
Segundo o G1, apesar do anúncio, o secretário‑geral não detalhou como a operação seria conduzida, já que a presença militar ampliada na região pode aumentar o risco de escalada do conflito. Ele afirmou apenas que os países estão alinhados com o chamado de Donald Trump para restaurar a liberdade de navegação.
Ainda segundo a apuração, entre os países confirmados estão Estados Unidos, Reino Unido, França, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia.
As declarações de Rutte ocorrem em meio a críticas de Trump a aliados da OTAN que teriam se recusado a enviar navios militares para a missão, ampliando tensões entre Washington e a União Europeia (UE) durante a guerra no Oriente Médio.