"Como sempre, nosso planejamento tem caráter indicativo, incluindo uma lista de iniciativas planejadas que publicamos regularmente. Antes de mais nada, não tenho uma nova data que possa informar. Mas posso garantir que ainda estamos comprometidos com a proposta. A presidente [da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen] afirmou claramente que um retorno à importação de energia russa significaria repetir o erro do passado. Isso seria um erro estratégico", respondeu ela à pergunta sobre por que esta questão desapareceu da lista de tópicos.
Em março, os preços da energia dispararam em meio à escalada no Oriente Médio, que levou ao bloqueio efetivo do estreito de Ormuz. Desde o início de março, o preço do petróleo Brent subiu 55%, mantendo-se acima dos 110 dólares por barril, e os preços do gás na Europa subiram 67%.
A Rússia tem repetidamente afirmado que o Ocidente cometeu um grave erro ao recusar-se a comprar energia russa e cairia em uma nova e mais forte dependência, causada por preços mais elevados. Moscou disse que aqueles que se recusaram, mesmo assim, compram mais caro e vão continuar comprando, por meio de intermediários, o carvão, o petróleo e o gás russos.
A Comissão Europeia informou anteriormente que pretende apresentar uma proposta legislativa no início de 2026 com o objetivo de proibir as importações de petróleo da Rússia o mais rápido possível, mas não depois do final de 2027.