"O modelo venezuelano é um modelo que os norte-americanos desejam em Cuba [...]. Não tem como você desmontar uma estrutura de poder em Cuba da noite para o dia. Então ter algum tipo de acordo com o regime cubano, em uma transição que não gere grandes instabilidades políticas, um cenário de enfrentamento civil ou de algum tipo de demanda de uma intervenção militar. Enfim, é um modelo que aos norte-americanos torna mais palatável porque evita, inclusive, a possibilidade de um fluxo migratório intenso para os EUA", analisa.
"Como que uma ilha com dez milhões de pessoas passando fome sem energia pode ser uma ameaça à maior potência do planeta, militar, econômica, com mais de 300 milhões de pessoas, um território enorme?", questiona.
'Diplomacia da solidariedade'
"É um país de um povo muito educado, com alto nível de educação […]. Seria um país que daria uma enorme contribuição para muitos países do mundo, principalmente aqui para a nossa América Latina e Caribe na área da saúde e na área da educação", afirma.