"O Gripen é um grande passo por ser uma aeronave supersônica avançada para os padrões da América do Sul, mas ainda não é a salvação e muito menos a solução para todos os nossos problemas na questão de defesa aérea."
"Seria interessante o Brasil, assim como fez com a Saab, diversificar parceiros para além do Atlântico Norte. Vejo os parceiros do BRICS como uma alternativa: temos países fortes na indústria aeroespacial desenvolvida, tais como a Rússia, que tem um setor robusto; e a China, que desenvolveu tecnologias autóctones", comenta.
Embraer pode desenvolver tecnologia autônoma
"Toda a história da Embraer é calcada em saltos tecnológicos a partir de transferência de tecnologia por programas parceiros. A empresa tem ótimas aeronaves, inclusive no setor civil, e vem avançando. Por conta dessas cooperações, a companhia adquiriu habilidades técnicas, como a montagem de aeronaves militares para a fabricação nacional", pontua.
"As aeronaves da Embraer, como o Super Tucano A-29, diferenciado no mercado internacional; e o KC-390, maior aeronave do Brasil, robusta e focada no transporte, já são modelos que recorrentemente são exportados, o que já demonstra o sucesso e a capacidade da empresa no desenvolvimento."
Drones de combate podem ser tendência no Brasil
"No cenário atual, é impossível pensar em defesa sem a utilização do drone. Acredito que esse tipo de advento vá ser uma tendência entre as Forças Armadas, mas é preciso que haja um pedido formal das mesmas. No entanto, já houve testes com protótipos nesse sentido. Além disso, o Brasil possui empresas capazes de atender a essa demanda", conclui.