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Brasil está 'à deriva' e sem visão clara de soberania, afirma Luiz Philippe de Orléans e Bragança

O deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP) afirmou, em entrevista à Sputnik Brasil, que o domínio tecnológico na área nuclear poderia alterar o posicionamento estratégico do Brasil no cenário internacional.
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Segundo o parlamentar, o país já possui conhecimento técnico suficiente, mas ainda carece de "confiança" para transformar essa capacidade em instrumento de dissuasão.
De acordo com Orléans e Bragança, o avanço não significaria necessariamente militarização. Ele ressaltou que "a tecnologia pode ser utilizada para fins pacíficos" e defendeu que o Brasil amplie sua presença global ao projetar valores e influência cultural, o que chamou de "brazilian way of life". Mas, para além do poder brando, o deputado acha estratégico dominar a tecnologia de produção de ogivas nucleares.
"A bomba atômica vem para colocar o Brasil no mapa de países que vão defender seu interesse acima de qualquer outro interesse", disse.
Na avaliação do parlamentar, o país ainda não definiu de forma consistente seus objetivos estratégicos nacionais. Ele afirmou que o Brasil não possui uma "visão clara" sobre sua soberania e descreveu o cenário atual como o de uma nação "à deriva".
Presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados, Orléans e Bragança avaliou que o ambiente internacional contemporâneo, que classificou como anárquico, pode criar oportunidades para o Brasil ampliar sua relevância geopolítica.
O deputado também criticou a condução histórica da política externa brasileira, afirmando que "basculamos de um polo para o outro com muita facilidade", o que, segundo ele, demonstra ausência de continuidade estratégica e de prioridades nacionais bem-definidas.
Ao comentar o cenário internacional, o parlamentar afirmou que o planeta vive um "conflito mundial". "O que tem acontecido é somente uma escalada" dos conflitos, disse, acrescentando que não há "solução de curto prazo para nenhum deles".
Durante a entrevista, Orléans e Bragança também fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando a atual gestão de priorizar "interesses externos" em vez dos nacionais. Ele ainda alertou sobre o risco de interferência estrangeira "de qualquer país" e comparou a situação brasileira à da China no século XIX.
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