Segundo a publicação, os Estados Unidos usam poucas e caras armas no conflito contra o Irã, e elas podem ser facilmente destruídas por drones baratos e mísseis em grande quantidade.
Observando a situação no Oriente Médio, a China entende que isso pode se tornar uma estratégia eficaz para combater aeronaves e navios de guerra norte-americanos em caso de conflito na Ásia.
"O Irã está mostrando à China que uma estratégia baseada em armas de massa de média qualidade contra uma estreita gama de armas norte-americanas é viável", ressaltam os autores do texto.
Além disso, enfatiza-se que, no caso de um confronto armado entre os Estados Unidos e a China no leste asiático, a Força Aérea dos EUA não poderá dominar o ar da mesma forma que no Irã.
"Se o conflito eclodir na região do Indo-Pacífico, a China pode facilmente superar esses caros sistemas de defesa norte-americanos usando um fluxo contínuo de drones baratos e mísseis produzidos em massa", lê-se no artigo.
Mais do que isso, na opinião do autor do artigo, a guerra no Oriente Médio revelou o pequeno número de armamentos das Forças Armadas dos EUA.
"Unidades de defesa terrestre e aérea dos EUA foram puxadas para o Golfo a partir de posições dos EUA em todo o mundo. Os estoques de mísseis e interceptores dos EUA são baixos. A força de porta-aviões dos EUA está claramente sobrecarregada", diz a publicação.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã, com vítimas civis relatadas. O Irã está retaliando contra o território israelense, bem como contra instalações militares dos EUA na região do Oriente Médio.