A ofensiva já dura quase quatro semanas, totalizando 24 dias e cerca de 20 horas, de acordo com dados do site Iran War Clock. Nesse período, os gastos norte-americanos superaram a marca de US$ 30 bilhões, conforme cálculos do monitor.
A plataforma atualiza os dados em tempo real e inclui despesas com manutenção de tropas, mobilização de navios enviados à região e outros custos operacionais. A metodologia se baseia em relatório do Pentágono enviado ao Congresso, que estimou os primeiros seis dias da operação em US$ 11,3 bilhões (R$ 59,1 bilhões), com gastos posteriores de cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) por dia.
Na última segunda-feira (23), presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington e Teerã tiveram conversas positivas ao longo dos últimos dois dias e destacou que o Pentágono adiará ataques à estrutura energética do Irã.
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores iraniano negou essas informações, reiterando que as conversações não podem ser realizadas durante bombardeios.
O oficial norte-americano aposentado Daniel Davis, citado pelo portal Military Affairs, afirmou que Washington não conseguiu alcançar seus objetivos na ofensiva, enquanto suas perdas militares e financeiras aumentam.
Segundo o analista militar, os Estados Unidos mataram vários iranianos e destruíram diversos alvos, mas não alcançaram nenhuma das metas declaradoa.
Entre esses objetivos estavam derrubar o governo iraniano, eliminar estoques de mísseis balísticos de longo alcance, destruir embarcações navais iranianas e, o mais importante, desmantelar instalações de reprocessamento de combustível nuclear.
Para Davis, as hostilidades dos EUA não trouxeram nenhum benefício a Washington. Pelo contrário, o conflito só aumentou a renda dos rivais dos norte-americanos no mercado de petróleo, enquanto os próprios Estados Unidos sofreram perdas, concluiu o analista militar estadunidense, expressando dúvidas sobre a existência de quaisquer êxitos reais.