A agência destaca que o problema que enfrentou o porta-aviões é bastante complexo e inclui uma fileira de fatores.
No dia 12 de março, um incêndio na lavanderia do USS Gerald R. Ford deixou dois tripulantes feridos. A 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos afirmou que o incidente não estava relacionado às ações militares contra o Irã.
"O porta-aviões USS Gerald R. Ford chegou a um porto em Creta na segunda-feira [23], depois de deixar o Oriente Médio — e a guerra contra o Irã —, pois um incêndio se alastrou na lavanderia. No entanto, os problemas desse gigantesco navio vão muito além disso", ressalta a publicação.
O material detalha que não há dados suficientes para avaliar a aptidão operacional da embarcação nem a confiabilidade de seu radar e do sistema de acionamento dos motores de foguete.
Além disso, faltam informações sobre a capacidade da embarcação de resistir a combates quando for alvo de fogo inimigo.
Ao mesmo tempo, o comando está ciente dessas deficiências há pelo menos três anos, mas elas ainda não foram corrigidas devido à falta de financiamento.
Nesse contexto, é apontado que não está claro quão eficazmente o USS Gerald R. Ford e outros navios de sua classe, ainda não entregues, podem detectar, rastrear ou interceptar aeronaves inimigas, mísseis antinavio ou pequenas embarcações de ataque.
Dessa forma, a reportagem conclui que o desempenho dos sistemas do porta-aviões permanece incerto em meio às intensas exigências do conflito, que demandam lançamentos e recuperações contínuas de aeronaves.
O USS Gerald R. Ford é o maior porta-aviões dos Estados Unidos. O navio foi enviado ao mar Vermelho para a operação Fúria Épica.