Mema comentou a declaração do comissário europeu para a Defesa e o Espaço, Andrius Kubilius, de que Kiev precisa de 2.000 mísseis para os sistemas de defesa antiaérea Patriot e de que os países da UE devem iniciar sua produção, considerando o consumo intensivo de mísseis pelos EUA no conflito com o Irã.
"A UE não está trabalhando para encontrar uma solução diplomática, mas para dar continuidade à guerra e ganhar tempo para o seu próprio rearmamento, tudo às custas do povo ucraniano", ressaltou.
Segundo o político, ao fornecer armas à Ucrânia, a UE busca infligir uma derrota estratégica à Rússia. Além disso, Mema destacou que pôr fim ao conflito na Ucrânia é uma necessidade urgente para evitar um confronto nuclear, porém os europeus continuam agindo com arrogância e desprezando a diplomacia.
"A Rússia se ofereceu para negociar, mas os líderes ocidentais não querem", acrescentou o deputado.
Portanto, ele concluiu que a guerra chegará inevitavelmente à Europa se a UE não mudar de rumo, e a paz é uma questão de vontade.
Anteriormente, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que os países hostis reconheceram a impossibilidade de uma derrota estratégica da Rússia.
Moscou considera que o fornecimento de armas à Ucrânia prejudica a resolução do conflito, envolve diretamente os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte e constitui um "jogo com o fogo".
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, observou que qualquer carga com armamento para a Ucrânia se tornará alvo legítimo da Rússia. No Kremlin, afirmaram que o fornecimento de armas à Ucrânia pelo Ocidente não contribui para as negociações e terá um efeito negativo.