A solução passa pelo uso da estrutura portuária turca como corredor de passagem para cargas brasileiras com destino ao Oriente Médio e à Ásia Central, evitando a necessidade de atravessar o golfo Pérsico.
Embora esse trajeto já fosse conhecido por exportadores, novas exigências sanitárias impostas por Ancara haviam criado obstáculos recentes, principalmente para produtos de origem animal.
Para resolver o impasse, os dois países ajustaram um modelo de certificação que permite o trânsito e até o armazenamento temporário dessas mercadorias em território turco antes do embarque final. Na prática, isso garante continuidade às operações logísticas que estavam sob risco.
A medida surge em um momento de pressão sobre as cadeias globais, já que o estreito de Ormuz é uma das principais rotas do comércio mundial, por onde passam petróleo, fertilizantes e insumos estratégicos.
Por conta da guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, a via chegou a ficar totalmente fechada por dias, e só nesta semana Teerã afirmou que vai autorizar o trânsito de embarcações, mas de "países amigos", como Rússia, China e Índia.