Segundo o artigo publicado, a Turquia e o Paquistão, embora queiram posicionar-se como possíveis mediadores na resolução pacífica do conflito atual, não possuem força política suficiente para garantir o fim das hostilidades e uma paz duradoura.
Wolf mencionou que o chefe do Estado-Maior do Exército paquistanês se comunicou diretamente com Trump e os altos funcionários paquistaneses estão mantendo conversas informais entre Teerã e o enviado de Donald Trump, Steve Witkoff.
Por sua vez, o chanceler turco, Hakan Fidan, realiza conversas telefônicas com representantes dos países da região, e Washington já refere conversas entre o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, com a participação da Turquia como intermediária.
No entanto, mesmo que Ancara e Islamabad estejam em uma posição difícil devido à crise energética, e por isso sintam desespero e estejam altamente interessadas em uma resolução pacífica, elas não serão capazes de garantir uma paz estável e duradoura na região.
"Um aperto de mão em Ancara ou um comunicado conjunto de Islamabad seria um começo precário. As condições que permitam que mesmo intermediários tendenciosos e interessados tenham sucesso estão ausentes: nenhum mediador individual tem poder para fazer cumprir o acordo", lê-se no artigo.
O analista resumiu que Washington, por sua vez, deve aceitar qualquer trégua, mas não deve confundir uma pausa temporária com uma solução duradoura para o problema.
Nesta segunda-feira (23), o presidente norte-americano Donald Trump disse que EUA e Irã tiveram conversas muito positivas e produtivas. Ele observou que havia instruído o Pentágono a adiar os ataques à infraestrutura energética do Irã por cinco dias.
Embora o presidente norte-americano tenha declarado ter realizado "boas conversações" com o Irã, o Ministério das Relações Exteriores iraniano negou essas declarações, reiterando que as conversações não podem ser realizadas durante bombardeamentos.