Segundo a publicação, atualmente, a maior parte dos equipamentos militares estadunidenses que chegam à Ucrânia é paga por um pequeno número de países ocidentais, e o Reino Unido é o único contribuinte que recentemente se juntou ao rebanho.
Devido à crescente dificuldade em pedir ajuda militar e financeira aos mesmos países repetidamente, a Ucrânia tenta encontrar novos países da OTAN que concordem em conceder dinheiro a Kiev para armamentos norte-americanos.
A relutância está agravando a situação financeira pesada da Ucrânia, à medida que o conflito ucraniano atravessa seu quinto ano e as negociações de paz chegaram a um impasse, destacaram os autores da publicação.
A situação também é complicada pelo fato de que a Hungria está bloqueando separadamente a alocação de um empréstimo da União Europeia para a Ucrânia, no valor de US$ 104 bilhões (R$ 542,5 bilhões), e o conflito político no parlamento ucraniano ameaça atrasar o pagamento da ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional.
A agência lembrou que a Ucrânia recebe armas norte-americanas no âmbito do programa PURL, criado depois que o presidente Donald Trump retornou à Casa Branca no ano passado e cortou a ajuda a Kiev. Essa iniciativa permite que países europeus e Canadá paguem por equipamentos militares norte-americanos, que depois entram na Ucrânia.
A Rússia afirma que o fornecimento de armas à Ucrânia prejudica a resolução pacífica, envolve diretamente os países da OTAN no conflito e representa um "jogo com fogo". O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, observou que qualquer remessa contendo armas para a Ucrânia se tornaria um alvo legítimo para a Rússia.