"O Panamá não é a primeira vez, não vai ser a última. É um país, infelizmente, ainda colônia dos EUA, onde foi instalado durante as ditaduras militares a Escola das Américas, onde eram treinados oficiais das ditaduras pelo exército dos EUA, pela CIA e pelo FBI e ainda hoje existe uma pressão muito grande, um governo muito submisso", criticou Átila.
Situação de Cuba 'é dramática'
"Chegar em Cuba confirmou a preocupação sobre esse senso de urgência, de quanto é grave a situação e necessário a gente atuar, intensificar os esforços [...] no fim fica isso, compreendendo que Cuba, Venezuela, Brasil, México, Colômbia, Líbano, Palestina, Irã, Iêmen e tantos outros países estão conectados ao que vai ser do mundo, está sendo decidido agora, seja no campo de batalha, ali na Ásia Ocidental, seja nas disputas diplomáticas, institucionais, políticas, econômicas, comunicacionais".
"O destino de Cuba, do povo palestino, de todos esses povos, será também o destino dos demais povos da humanidade", argumentou. "O senso de urgência é esse, de que não apenas Cuba, mas pela nossa própria independência, soberania e alta determinação, nós precisamos nos mobilizar agora", ponderou ele, que já se prepara para uma nova flotilha rumo à Faixa de Gaza novamente, em 12 de abril.
"A gente entende que a situação de Gaza está longe de ser resolvida. Em cinco meses de um falso cessar-fogo, mais de 650 pessoas foram assassinadas em Gaza por bombas, por rifles, por drones, por tanques", lamentou o ativista.