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Padilha detalha investimentos do Brasil em nova rede de hospitais inteligentes

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou uma parceria firmada entre a pasta e o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como banco do BRICS, para implementar uma rede de serviços e hospitais inteligentes no Brasil. A primeira etapa do projeto deve ter início ainda neste ano.
Sputnik
Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (27), durante visita ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), no Rio de Janeiro (RJ), Padilha falou sobre o financiamento por parte do NBD, de R$ 1,5 bilhão, que, junto com recursos do Ministério da Saúde, vai criar uma rede com cerca de 15 serviços em todo o país.
A primeira ação, com previsão de início já neste ano, é para viabilizar unidades de terapia intensiva (UTIs) ultraconectadas, o que significa, segundo ele, que todos os equipamentos de uma UTI estarão conectados a um painel de controle que permitirá aos profissionais de saúde acompanhar à distância os dados e a situação do paciente internado.
Além disso, Padilha destacou o uso da inteligência artificial em alguns procedimentos: "Na China, hospitais em que o tempo para a biópsia de um tumor era de duas semanas, passa a sair o resultado em 48 horas", o que permite "fechar o diagnóstico mais rápido".
De acordo com o ministro, a pasta vai importar tecnologias e experiências já implementadas em países como China, Coreia do Sul e Índia.
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Outro serviço destacado por Padilha é a conexão entre as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) com o hospital onde o paciente será atendido. De acordo com ele, o projeto prevê que, a partir de câmeras, informações como imagens e monitoramento de dados sejam repassados ao hospital. Com isso, "o atendimento acontece mais rápido, chega mais rápido no exame diagnóstico, na sala adequada para o atendimento".

"A segunda ação é a construção do primeiro hospital de urgência e emergência 100% inteligente do Brasil, que vai ser feito pelo SUS — no caso, esse hospital na Universidade de São Paulo, ali no complexo do HC [Hospital das Clínicas], que é o maior complexo hospitalar da América Latina", acrescentou, sobre as etapas de implementação.

Já a terceira etapa, de acordo com o ministro, constitui-se em parcerias público-privadas mobilizadas pelo Ministério da Saúde para a construção do "novo Instituto Nacional do Câncer [Inca], e um novo complexo de saúde inteligente no Grupo Hospitalar Conceição, no sul do país".

Padilha: INTO fez quase mil cirurgias em fevereiro

Durante a coletiva, o ministro afirmou que o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia fez quase mil cirurgias em fevereiro. A meta nos próximos meses, que duram mais dias, é chegar pelo menos às mil operações.

"Nossa meta é que o INTO possa fazer mil cirurgias mensais de forma permanente, todo o tempo."

Ele também comentou que o hospital ampliou o número de profissionais de saúde, o que permite, consequentemente, a redução na fila de espera.
"A gente já tem mais de 570 novos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem aqui no INTO, o que permitiu a reabertura de leitos — quase 100 leitos novos reabertos —, seis salas de cirurgias reabertas."
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