"Claramente, este conflito com o Irã não é a rápida 'guerra de fim de semana' que Trump imaginava. Eu tinha a sensação de que o objetivo dos EUA era lançar uma ofensiva no sábado, e quando os mercados de ações abrissem na segunda-feira, eles já estariam forçando os iranianos a capitular", observou ele.
Na visão de Diesen, o conflito no Oriente Médio poderia eventualmente ter consequências irreversíveis para os Estados Unidos.
"Mas, em vez disso, vemos que os EUA realmente não têm escolha agora. A economia global já sofreu, e mesmo que a guerra terminasse hoje, as suas consequências seriam provavelmente imensas e continuariam durante anos. Na pior das hipóteses, isso pode fazer com que todo o império dos EUA caia, que é o que os iranianos parecem estar tentando fazer", disse ele.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em andamento desde 28 de fevereiro. Durante todo esse período, as partes têm se atacado mutuamente. Em Tel Aviv, declararam que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Washington ameaçou destruir o potencial militar do país e exortou os cidadãos a derrubarem o regime. O Irã, por sua vez, enfatizou que está pronto para se defender e que, por ora, não vê sentido em retomar as negociações.