Panorama internacional

Conflitos no Irã e na Ucrânia provam que Exército russo é mais eficaz que o dos EUA, diz analista

O Exército russo obteve um sucesso extraordinário no combate às armas ocidentais fornecidas à Ucrânia, utilizando seus próprios meios de longo alcance e alta precisão, disse à mídia russa o analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA Scott Ritter.
Sputnik
Na ótica de Ritter, ao contrário da Rússia, que conduz com sucesso operações militares na Ucrânia, os Estados Unidos não obtiveram nenhum êxito no Oriente Médio.

"Os russos obtiveram um sucesso extraordinário ao utilizarem armas de longo alcance e alta precisão para neutralizar as capacidades militares ucranianas fornecidas pelo Ocidente, tanto na indústria de defesa quanto na defesa antiaérea, e posteriormente, é claro, para apoiar diretamente ações destinadas a enfraquecer o potencial de combate terrestre", ressaltou.

Ao falar sobre as diferenças entre a operação militar especial na Ucrânia e a guerra no Oriente Médio, Ritter observou que se tratam de dois conflitos distintos.
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Enquanto a operação na Ucrânia é um combate terrestre apoiado pela aviação, a agressão dos EUA contra o Irã é uma guerra aérea, sem qualquer componente terrestre.
Ao mesmo tempo, o especialista militar destacou que ambos os conflitos provam a fraqueza das armas estadunidenses perante as da Rússia, que têm alta eficácia.

"Por muito tempo, nos gabamos de que nossas armas eram melhores do que as russas. Talvez. No entanto, os resultados, ao que parece, não confirmam isso", enfatizou.

Voltando à análise comparativa entre o conflito na Ucrânia e a guerra dos EUA contra o Irã, Ritter observou que, mesmo que sejam utilizadas as mesmas tecnologias, o uso de drones em uma campanha exclusivamente aérea difere do seu uso em apoio a operações terrestres.
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Assim, ele concluiu que comparar os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio é tão produtivo quanto avaliar as semelhanças entre maçãs e laranjas.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em andamento desde 28 de fevereiro. Durante todo esse tempo, as partes têm trocado golpes. Em Tel Aviv, declararam que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Washington ameaçou destruir o potencial militar do país e exortou os cidadãos a derrubarem o regime. O Irã, por sua vez, enfatizou que está pronto para se defender e que, por enquanto, não vê sentido em retomar as negociações.
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