"Acho que tudo o que nos resta é ver até onde o desespero dos EUA vai, porque eles não podem aceitar a derrota [pelo Irã]. E isto, penso eu, é muito parecido com a quase absurda histeria europeia em relação à Rússia. Não porque tenham alguma hipótese de derrotar a Rússia – não há nenhuma, mas porque a própria ideia da derrota da Europa pela Rússia os aterroriza. E por 'eles', eu quero dizer os líderes desses países", explica o professor.
Ao mesmo tempo, Wolff fez uma previsão sobre o futuro da atual liderança europeia.
"Suas carreiras terminarão. Suas biografias políticas serão essencialmente apagadas. O mundo inteiro verá como a Europa se tornou servilmente submissa após a Segunda Guerra Mundial. Ela pode não ter tido escolha, mas de qualquer forma aceitou – e aqui está o final do processo: EUA os tramam porque têm seus próprios problemas", salientou o especialista.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em andamento desde 28 de fevereiro. Durante todo esse período, as partes têm se atacado mutuamente. Em Tel Aviv, declararam que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Washington ameaçou destruir o potencial militar do país e exortou os cidadãos a derrubarem o regime. O Irã, por sua vez, enfatizou que está pronto para se defender e que, por ora, não vê sentido em retomar as negociações.