Conforme publicado pelo portal UOL, a segunda fase da operação Compliance Zero falhou em cumprir seu principal objetivo. À época, os agentes da Polícia Federal pretendiam encontrar dispositivos móveis, como celulares, tablets e notebooks, dos suspeitos. No entanto, o cenário era diferente.
Camas bagunçadas, armários com roupas jogadas e até cães sozinhos foram vistos pelos agentes em diferentes estados. Na casa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, os policiais encontraram, inclusive, advogados postados diante da porta.
À Polícia Federal, familiares e funcionários dos alvos dos mandados contaram diferentes histórias. Enquanto alguns teriam ido à academia antes do amanhecer, outros estavam de mudança há dias. Todos os alvos não apareceram nos endereços até a saída dos agentes.
Ainda segundo a reportagem, o pedido para a operação havia ocorrido meses antes. A Polícia Federal, contudo, solicitou prazo adicional para confirmar os endereços atualizados dos alvos, pedido que o relator do caso à época, ministro Dias Toffoli, não havia aprovado.
No total, a ação de janeiro cumpriu 42 mandados de busca e apreensão, com o bloqueio de bens que ultrapassam os R$ 5,7 bilhões. A demora, no entanto, atrelada ao suposto vazamento, fez com que a Polícia Federal não conseguisse o resultado esperado.
Em nota ao UOL, a defesa de Vorcaro justificou a presença dos advogados no imóvel como precaução pela ação feita no dia anterior contra Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, preso no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no momento em que embarcava para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.