Conforme publicado pelo O Globo, a defesa do ex-presidente destacou que o cliente atende "de forma rigorosa, integral e permanente" as determinações impostas por Moraes, reforçando que não há "dado objetivo" que aponte o contrário.
A fala de Eduardo aconteceu durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), no Texas, Estados Unidos.
"Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode barrar prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro."
Ao permitir que o ex-presidente deixasse o regime fechado para voltar para casa, Moraes proibiu Jair de usar celular ou qualquer meio de comunicação externa — redes sociais também se aplicam à determinação.
O despacho ainda destaca que Jair não pode manter contato com o exterior e que o eventual acesso ao material poderia caracterizar descumprimento das condições, o que pode levar à suspensão da prisão domiciliar.
Mais cedo, a ex-primeira-dama e esposa de Jair, Michelle Bolsonaro, afirmou que o marido não teve acesso ao suposto vídeo. O comunicado afirma que houve "interpretação equivocada" por parte da imprensa e de autoridades em relação aos termos usados pelo parlamentar.
O ex-presidente ficará em casa, em Brasília (DF), por 90 dias para tratar um quadro de broncopneumonia. Ao término do período, será reavaliado se Jair poderá voltar para o complexo da Papuda ou se continuará em prisão domiciliar.