"Em termos de legitimidade, de capacidade propriamente dita, o Paquistão não é, digamos, visto pela comunidade internacional como uma Suíça, uma Noruega, um país sempre neutro, aquela coisa de prover resoluções e ser um espaço."
"Não é aquela população que vive nas melhores condições de vida do mundo, obviamente, mas eles têm um papel importante ao mandar muita remessa em dólares para suas famílias no Paquistão."
Por que o Paquistão?
"O Paquistão não tem capacidade em nenhum cenário de ser o provedor de paz. Ele vai servir muito mais como uma rede de transmissão, como foi, por exemplo, o Catar durante as negociações também com o Talibã e os americanos, que funcionou ali para, digamos, juntar os diplomatas, os contatos, e tentar encontrar um espaço para que eles pudessem chegar a um denominador comum e resolver essa crise diplomática."
"Israel, por exemplo, supostamente tinha uma lista de alvo com algumas autoridades iranianas e, por meio do Paquistão, os americanos pediram para Israel tirar essas pessoas da lista de alvo. Então, parece que o Paquistão minimamente já tem conseguido fazer algumas concessões dentro do cenário, para tentar reduzir essa animosidade promovida pelos países que estão em guerra."