Estiveram presentes na conversa o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, e o vice-primeiro-ministro e ministro das relações Exteriores paquistanês, Mohammad Ishaq Dar, informou o Global Times.
Entre as cinco medidas apresentadas estão um cessar-fogo imediato, o início rápido de negociações de paz, a proteção de civis e de alvos não militares, a garantia da segurança da navegação, sobretudo no estreito de Ormuz, e o respeito aos princípios da Carta da ONU e do direito internacional.
Os dois países também destacaram a importância de respeitar a soberania e a integridade territorial dos Estados da região, incluindo o Irã, e reforçaram que o diálogo e a diplomacia são os únicos caminhos viáveis para resolver o conflito. Além disso, pediram o fim de ataques contra infraestruturas essenciais, como instalações de energia, sistemas elétricos e unidades nucleares voltadas para fins pacíficos.
O Paquistão tem buscado atuar como mediador, incentivando negociações entre as partes envolvidas, como Irã e Estados Unidos. O conflito, que já dura semanas, tem provocado mortes, inclusive de civis, e afetado o fornecimento de energia e gerado riscos à economia global, colocando a região em um momento decisivo entre a escalada militar e a busca por uma solução diplomática.
O ministro paquistanês, inclusive, esteve na reunião em Pequim após uma quadrilateral em Islamabad, atitude que foi elogiada por Wang.
"Os esforços do Paquistão para mediar entre as partes a fim de promover a paz e pôr fim aos combates demonstram seu firme compromisso com a salvaguarda da paz regional e global", disse.