"O conflito está lançando uma sombra sobre as perspectivas de muitas economias que estavam apenas começando a mostrar sinais de uma recuperação sustentada após crises anteriores", alertou o FMI em um comunicado.
O fundo explicou que a crise é global, mas assimétrica. Assim, "os importadores de energia estão mais expostos do que os exportadores, os países mais pobres mais do que os mais ricos, e aqueles com reservas escassas mais do que aqueles com reservas abundantes".
A escalada no Oriente Médio também causou sérios transtornos às economias dos países envolvidos, bem como danos à sua infraestrutura e indústrias, cuja recuperação pode levar anos.
O FMI observou que esses impactos e suas consequências também dependerão da duração do conflito, embora todos os cenários apontem para preços mais altos e crescimento mais lento.
"Um conflito curto poderia fazer com que os preços do petróleo e do gás disparassem antes que os mercados se ajustassem, enquanto um conflito prolongado poderia manter a energia cara e prejudicar os países que dependem de importações. Ou o mundo poderia se estabilizar em algum ponto intermediário: tensões persistentes, preços altos da energia e dificuldade em controlar a inflação, com constante incerteza e risco geopolítico", explicou.
Atualmente, acrescentou a organização internacional, as economias importadoras de energia na África, no Oriente Médio e na América Latina "estão sentindo a pressão dos custos de importação mais altos, que estão agravando o espaço fiscal e as reservas externas já limitadas".