Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), nesta terça-feira (31), e apontam que este é o menor patamar já registrado na série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2004.
O MDS, com o IBGE, realizou o monitoramento da segurança alimentar nos domicílios brasileiros por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), que possibilitou identificar que 3,6% das crianças e adolescentes de zero a 17 anos viviam, em 2024, em domicílios com insegurança alimentar grave, ante 4,8% em 2023.
Ainda segundo o levantamento, a magreza acentuada caiu de 2,8% para 1,8%, e a obesidade recuou de 6,4% para 5,7%.
Dados também foram disponibilizados pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), compilados pelo Ministério da Saúde, e serão consolidados em junho de 2026.
A pasta associa a queda da fome entre as crianças brasileiras à combinação de políticas públicas voltadas ao acesso a renda, alimentação e acompanhamento nutricional.
Dentre as iniciativas, destaca-se o Benefício Primeira Infância, do Bolsa Família, que desde março de 2023 garante R$ 150 mensais a famílias de cerca de 9 milhões de crianças de zero a seis anos. Há também o benefício de pagamento adicional de R$ 50 mensais por criança ou adolescente a famílias de cerca de 15 milhões de beneficiários de sete a 17 anos.
O fortalecimento de sistemas como o Sisvan também contribuiu para a melhora nos indicadores de saúde alimentar, afirma o ministério. O levantamento mostra que, em 2022, 6,2 milhões de crianças menores de cinco anos tiveram peso e altura acompanhados na Atenção Primária à Saúde (APS). Em 2025, dados preliminares indicavam 7,9 milhões — evidenciando a expansão da cobertura nos serviços públicos.