Vale mencionar que, na véspera, uma mídia espanhola informou que Madri fechou os céus para os aviões envolvidos na operação militar dos EUA contra o Irã. Ao mesmo tempo, foi especificado que, em emergências, o voo ou o pouso de uma aeronave envolvida na operação serão permitidos.
Perguntado por um jornalista da Al Jazeera se o comportamento dos aliados da OTAN era uma traição aos Estados Unidos em um momento crítico, Rubio respondeu que isso foi decepcionante e que os Estados Unidos teriam que reconsiderar essas relações após o fim da operação no Irã.
Ele salientou que a OTAN beneficia Washington, e a Casa Branca poderia usufruir do direito de usar as bases da Aliança Atlântica para deslocar armamentos em diferentes partes do mundo, onde os próprios Estados Unidos não poderiam manter bases, inclusive na Europa.
No entanto, ele observou que há países na aliança, como a Espanha, que negam o uso de seu espaço aéreo pelos militares estadunidenses e se gabam disso, enquanto os próprios Estados Unidos são obrigados a defender esse país.
"Se a OTAN é apenas sobre defender a Europa se for atacada e ela nos nega o direito de usar bases militares quando precisamos delas, isso não é um bom arranjo. É difícil estar nele e dizer que é bom para os Estados Unidos. Portanto, todos eles devem ser reexaminados. Tudo isso precisa ser reexaminado", concluiu Rubio.
No início de março, as autoridades espanholas condenaram as ações militares dos EUA e de Israel contra o Irã, observando que tais operações não estão em conformidade com o direito internacional.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou Madri com medidas econômicas, incluindo uma possível ruptura das relações comerciais. Além disso, o chefe da Casa Branca decidiu rever a questão da presença militar dos Estados Unidos na Espanha devido à relutância de Madri em ajudar a operação militar de Washington contra o Irã.