De acordo com a investigação da Polícia Federal (PF), o empresário é o "mandante" do grupo que acessou ilegalmente dados de integrantes da Corte, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de seus familiares. A estrutura, segundo a PF, integrava servidores públicos, funcionários terceirizados, despachantes e intermediários.
Na decisão, Moraes defendeu que as buscas irão auxiliar na "reconstrução das cadeias de eventos e identificação de outros possíveis envolvidos".
A Operação Exfil aponta que Conde forneceu listas de CPFs e pagou R$ 4,5 mil em espécie para acessar as declarações fiscais obtidas de forma ilícita.
Foram expedidos seis mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo vinculados a Conde. Os aparelhos apreendidos terão extração forense de dados para investigar negociações e valores da conduta criminosa.
Ainda segundo o inquérito, foram feitos vários acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal, sistemas do Fisco e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), dos dados de ministros e vazamento desses dados.
Mais de 1,8 mil contribuintes tiveram seus dados acessados irregularmente, além dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do Tribunal de Contas da União (TCU), deputados federais, ex-senadores, ex-governador, dirigentes de agências reguladoras e empresários, de acordo com o inquérito.