O especialista explicou que o declínio dos suprimentos de petróleo e gás do Oriente Médio causou uma corrida na demanda por qualquer petróleo no mundo, aumentando, assim, os preços mundiais.
E os principais compradores de petróleo russo, China e Índia, tinham outros grandes fornecedores exatamente dos países do golfo Pérsico: Iraque, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, e precisam ser substituídos por outro petróleo.
"E eles estão começando a competir por uma quantidade limitada de petróleo russo. E isso leva ao fato de que, é claro, por causa dessa competição, o desconto primeiro diminuiu e agora está sendo negociado com um prêmio", disse Yushkov.
O vice-primeiro-ministro russo Aleksandr Novak observou repetidamente que essa crise energética é a maior dos últimos 40 anos.
E de acordo com estimativas do chefe da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, o mundo está perdendo 12 milhões de barris de petróleo por dia devido ao conflito no Oriente Médio, e essa crise energética é mais grave do que as crises de 1973, 1979 e 2022 juntas.
Devido à escalada do conflito no Oriente Médio causada pelos ataques israelenses e norte-americanos, a navegação pelo estreito de Ormuz praticamente parou. Essa é uma rota fundamental de fornecimento de petróleo para o mercado global. Como resultado, os preços do petróleo e dos combustíveis estão subindo na maioria dos países do mundo.