O artigo salienta que o Centurion C-RAM (Contra Foguete, Artilharia e Morteiro) utiliza um radar integrado e uma metralhadora M61A1 de 20 mm como defesa de última linha contra foguetes, projéteis de artilharia, morteiros e outros.
Segundo a matéria, o C-RAM, um sistema de defesa de locais que protege ativos de alto valor e no qual os operadores só podem adquirir drones a alguns quilômetros de distância, tem uma reserva de 1.500 munições, disparando 30 rajadas de um segundo com 50 munições cada.
"Embora pareça muito [...], é suficiente apenas para dez rajadas de dois segundos na cadência de tiro mais alta. Segundo relatos, são necessários cerca de 30 minutos para recarregar o C-RAM manualmente [...]. Cada munição M940 custa US$ 168 [R$ 867], portanto, uma rajada de 150 munições custa cerca de US$ 25.000 [R$ 128.920], um valor comparável ao preço de um Shahed", detalha a publicação.
De acordo com a reportagem, os traçados luminosos e o alto ruído do C-RAM tornam suas operações altamente detectáveis, com vídeos nas redes sociais mostrando fracassos no Iraque e na Síria.
Os drones Shahed representam um grande desafio ao sistema devido aos voos de baixa altitude em meio à desordem, manobras evasivas e distrações de contramedidas.
Incidentes recentes, incluindo danos ao radar na Embaixada dos EUA de Bagdá, destacam a vulnerabilidade a ataques direcionados.
A capacidade limitada do carregador do C-RAM, potencialmente permitindo apenas quatro a cinco abates de drones antes de recarregar, e os escassos estoques de munição dos EUA restringem sua eficácia contra enxames de drones iranianos.
Portanto, a mídia conclui que o C-RAM enfrenta dificuldades em repelir ataques em massa de drones Shahed, como evidenciado por alguns drones que conseguiram penetrar as defesas perto de locais-chave.
Anteriormente, a revista militar estadunidense informou que os relatórios e imagens recentes indicam que cerca de 80% dos mísseis iranianos disparados contra alvos em Israel atingiram seus objetivos, revelando falhas crescentes nos sistemas de defesa antimísseis de Israel e dos Estados Unidos.
Segundo a matéria, as taxas de sucesso dos ataques iranianos têm aumentado à medida que as defesas antiaéreas se mostram cada vez mais sobrecarregadas. Ao mesmo tempo, a publicação observa que o bombardeio em massa realizado por unidades do Hezbollah aumentou ainda mais a pressão sobre as defesas israelenses e norte-americanas.