"Especificamente, o orçamento prevê investimentos robustos para desenvolver novas ogivas que reforcem a dissuasão, modernizem a infraestrutura de apoio da NNSA [Administração Nacional de Segurança Nuclear, na sigla em inglês] e estendam a vida útil das ogivas existentes", diz o documento.
O governo destinou US$ 32,8 bilhões (R$ 169 bilhões) para a agência, um aumento de US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões), ou 12%, em relação ao nível de 2026.
Em fevereiro, o subsecretário de Estado dos EUA para Controle de Armas e Não Proliferação, Christopher Yeaw que o chamado "guarda-chuva nuclear" norte-americano é um dos principais instrumentos de não proliferação no cenário internacional.
Durante evento no Hudson Institute, Yeaw destacou que a política de dissuasão estendida dos Estados Unidos, ao oferecer proteção nuclear a seus aliados, contribui diretamente para evitar que outros países desenvolvam seus próprios arsenais atômicos.
"Às vezes não se compreende plenamente que, ao estender a dissuasão aos nossos aliados e criar esse guarda-chuva nuclear que se estende sobre eles, os Estados Unidos fazem mais pela não proliferação do que, francamente, quase qualquer outro instrumento", afirmou.
O Tratado de Redução de Armas Estratégicas entre Rússia e Estados Unidos (New START) expirou em 5 de fevereiro. Em setembro, o presidente russo Vladimir Putin anunciou que a Rússia estava disposta a continuar cumprindo as restrições do tratado por mais um ano e sugeriu que os Estados Unidos fizessem o mesmo. Os EUA não emitiram uma resposta formal, permitindo que o acordo nuclear expirasse.