Panorama internacional

Irã abate caças da Força Aérea dos EUA e Washington realiza operação de resgate da tripulação

Autoridades dos Estados Unidos confirmaram nesta sexta-feira (3) a realização de uma operação de busca e resgate em território iraniano após a queda de um caça F-15E durante uma missão na região. Na sequência, a mídia norte-americana informou que uma segunda aeronave foi abatida na região do Golfo Pérsico.
Sputnik
Segundo fontes oficiais, um dos tripulantes do F-15E já foi localizado e retirado da área, enquanto o paradeiro do segundo militar segue desconhecido. A operação mobiliza meios aéreos e recursos de inteligência na tentativa de identificar a localização exata do aviador desaparecido.
De acordo com o jornal The New York Times, a missão envolve aeronaves de resgate e reconhecimento atuando na área onde a aeronave foi abatida. Na sequência, a publicação revelou que uma segunda aeronave da Força Área dos Estados Unidos foi abatida na região do Golfo Pérsico. O A-10 Warthog caiu nas proximidades do estreito de Ormuz e o piloto foi resgatado.
Paralelamente, o canal norte-americano Newsmax informou que um helicóptero UH-60 Black Hawk dos Estados Unidos foi atingido por sistemas de defesa aérea iranianos durante a operação de resgate, embora não haja confirmação oficial por parte do Pentágono.
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O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, comentou a situação nas redes sociais.

"Após a derrota 37 derrotas consecutivas do Irã 37, o objetivo da guerra fracassada que iniciaram passou de mudança de governo no país para a busca pelo piloto norte-americano", disse.

Horas mais tarde após o abate, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump disse em entrevista à emissora norte-americana NBC que a queda de um caça americano sobre o Irã não afetará as negociações em andamento com Teerã, classificando o incidente como parte integrante da "guerra".
"Não, de forma alguma. Não, isto é uma guerra. Estamos em guerra."
O Irã também rejeitou uma proposta da Casa Branca para um cessar-fogo de 48 horas, que Washington transmitiu recentemente por meio de um intermediário informou nesta sexta-feira (3) a agência de notícias semioficial Fars, citando uma fonte.
Em meio à continuidade dos confrontos na região, a revista Time revelou que Trump está procurando uma saída de Washington do conflito iraniano, temendo que uma operação militar prolongada possa minar a posição dos republicanos nas eleições parlamentares de meio de mandato.
De acordo com o artigo publicado, a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, e um pequeno grupo de assessores informaram ao presidente que quanto mais a guerra se arrastasse, mais ameaçaria seu apoio público e as perspectivas republicanas nas eleições de meio de mandato em novembro.
Citando dois assessores e dois congressistas que tiveram conversas com Donald Trump, na semana passada, a mídia afirma que as crescentes perdas políticas e econômicas obrigaram o chefe da Casa Branca a buscar uma saída para a situação atual no Oriente Médio.

"Trump disse a eles que quer encerrar a operação, temendo um conflito prolongado que poderia minar a posição dos republicanos nas eleições de meio de mandato", finaliza o artigo.

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