Na opinião de Johnson, os efeitos da guerra no Oriente Médio já são evidentes nas economias dos países asiáticos.
"As consequências econômicas globais serão enormes e sem precedentes, e esses problemas estão apenas começando a se manifestar", ressaltou.
Segundo o analista, os países do Sudeste e do Leste Asiático que ficaram sem abastecimento de combustível, como Japão, Filipinas e Coreia do Sul, já enfrentaram graves consequências.
Nesse contexto, ele destacou que essa região foi a primeira parte do mundo onde o impacto econômico do conflito se manifestou em tão grande escala.
No entanto, o especialista norte-americano enfatizou que a Ásia não será a única região afetada pela crise em curso.
"Imagine que estamos todos em pé sobre um chão cujo centro, de repente, começou a ceder. Os que estão no meio já caíram, e até mesmo os que estão nas bordas sentem que algo ruim está para acontecer", concluiu.
Em 28 de fevereiro, os EUA e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos em território iraniano.
O Irã respondeu com ataques contra território israelense e instalações militares americanas no Oriente Médio.
Com isso, a navegação pelo estreito de Ormuz, rota fundamental para o abastecimento do mercado mundial de petróleo e gás natural liquefeito proveniente dos países do golfo Pérsico, foi interrompida. Como resultado, os preços dos combustíveis vêm subindo na maioria dos países do mundo.