Mais cedo, a Organização de Energia Atômica do Irã informou que a usina de Bushehr foi alvo de ataques dos Estados Unidos e de Israel, e que um de seus funcionários morreu.
"Infelizmente, os eventos estão se desenvolvendo de acordo com o cenário mais indesejado. Como se diz, nossos maus pressentimentos não nos enganaram. A escalada do conflito na região do Golfo Pérsico está gerando consequências diretas. Houve um impacto no sistema de proteção física da usina, e foi registrada a primeira morte de um funcionário", disse Likhachev a jornalistas.
Ainda não está claro se o incidente foi acidental ou resultado de um ataque deliberado, acrescentou o chefe da Rosatom. "A probabilidade de um possível incidente nuclear com danos só aumenta a cada dia, e os acontecimentos de hoje confirmam isso", afirmou.
Likhachev também informou que a fase principal da evacuação de especialistas russos da usina começou neste sábado, cerca de 20 minutos após o ataque. A retirada envolve 198 pessoas e está sendo realizada por ônibus, com uma viagem que deve atravessar grande parte do território iraniano e durar entre dois dias e meio e três dias.
"Informamos, naturalmente, os serviços competentes de Israel e dos Estados Unidos. Somos muito gratos ao nosso Ministério das Relações Exteriores, ao Ministério da Defesa e aos nossos serviços especiais por essa cooperação. Atuamos como um único mecanismo, apoiando uns aos outros", acrescentou.
Segundo ele, o Irã está adotando medidas extensivas para garantir a segurança da rota de evacuação, em coordenação também com autoridades da Yerevan, de onde os evacuados devem deixar o país.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acompanha de perto a situação na usina de Bushehr, com atenção especial às operações da instalação e à segurança dos cidadãos russos.