Panorama internacional

Cuba conclui descarregamento de 100 mil toneladas de petróleo russo e inicia etapa de refino

O governo de Cuba informou neste sábado (4) que foi concluída "com sucesso" a descarga do navio russo Anatoly Kolodkin, que chegou à ilha no início da semana com 100 mil toneladas de petróleo bruto como ajuda humanitária.
Sputnik
"Foi concluída satisfatoriamente e dentro do prazo a descarga do navio russo Anatoly Kolodkin. Nos próximos dias começará o processo de refino das 100 mil toneladas de petróleo recebidas, como parte da ajuda solidária proveniente da Rússia", informou em publicação nas redes sociais.
Segundo o governo, o combustível permitirá produzir derivados como gás liquefeito de petróleo, gasolina, diesel e fuel oil, destinados a atender necessidades críticas do país.
De acordo com o vice-diretor da União Cuba-Petróleo (CUPET), Irenaldo Pérez Cardoso, o insumo será utilizado para reforçar o sistema elétrico, especialmente em usinas de geração distribuída em regiões como Moa, na província de Holguín, Mariel, em Artemisa, além de outras áreas da capital e do restante da ilha.
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O gás liquefeito será direcionado a serviços essenciais, como hospitais, enquanto a gasolina deve aliviar temporariamente a escassez enfrentada no país. Já o diesel será usado principalmente na geração de energia elétrica.
O executivo destacou que se trata de um petróleo de boa qualidade, compatível com o sistema de refino cubano, que já possui experiência no processamento desse tipo de carga russa.
Segundo a CUPET, o carregamento permitirá refinar cerca de 730 mil barris de petróleo. A expectativa é que os primeiros produtos derivados comecem a ser distribuídos a partir da segunda quinzena de abril.
Em 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que permite impor tarifas a importações de países que forneçam petróleo a Cuba.
As medidas de Washington agravaram a escassez de combustível na ilha, afetando a geração de energia elétrica e setores estratégicos como transporte, produção de alimentos, saúde e educação.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciou o que chamou de "bloqueio energético" dos Estados Unidos, classificando como condenável a política adotada por Washington contra o país.
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