Henningsen elaborou que o Irã possui um vasto arsenal de mísseis de várias gerações, além de lançadores.
"Portanto, agora que os estoques de munição para combate remoto e interceptadores dos Estados Unidos e de Israel estão em grande parte esgotados, eu diria que o Irã pode lançar com segurança saraivadas de mísseis antigos — talvez não os mais recentes mísseis hipersônicos, mas aqueles que carregam uma carga de combate muito mais poderosa", ressaltou.
Segundo o analista, a probabilidade de penetração desses mísseis em qualquer sistema de defesa antiaérea, como o Cúpula de Ferro ou Patriot, é maior.
Nesse contexto, ele apontou que essa tática de uso de mísseis se tornou parte da estratégia pragmática de Teerã.
Ao mesmo tempo, o especialista lembra que o presidente estadunidense, Donald Trump, declarou que os EUA derrotaram o Irã, que eles não têm mais nada e que são uma força exausta.
"No entanto, vemos de 80 a 100 mísseis voando em ondas sucessivas, cada um atingindo seus próprios alvos em Israel, bem como instalações norte-americanas na região", enfatizou.
Dessa forma, o analista concluiu que isso não é sorte aleatória, mas sim precisão absoluta por parte dos militares iranianos.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em andamento desde 28 de fevereiro. Desde então, as partes do confronto vêm trocando golpes.
Tel Aviv declarou que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares. Washington ameaçou destruir o potencial militar do país e pediu que os cidadãos derrubem o regime.
O Irã, por sua vez, enfatizou que está pronto para se defender e, até o momento, não vê sentido em retomar as negociações.